Jaqueline/Jacqueline é um nome que exala elegância. É difícil falar desse antropônimo e não lembrar de Jacqueline Kennedy, americana de ascendência francesa, inesquecível primeira dama dos Estados Unidos, sinônimo de sofisticação e bom gosto. Sua icônica figura ultrapassou fronteiras, gerações e fez seu nome ecoar pelo mundo.
Jaqueline é uma variação gráfica de Jacqueline, a versão em francês de Jacobina, que, por sua vez, é a forma feminina de Jacob/Jacó, nome de origem hebraica cujo significado é aquele que suplanta. O significado faz referência ao fato de Jacob/Jacó ter suplantado seu irmão Esaú, conforme escrito na Bíblia. É um significado forte e evoca para Jaqueline/Jacqueline a imagem de alguém que consegue vencer as adversidades, aquela que supera obstáculos.
Em sua versão original, Jacqueline, está em uso na França desde a Idade Média. Foi importado para a Inglaterra por uma cunhada francesa de Henrique V, entrando em circulação no Reino Unido a partir do século 17.
Forma Masculina: Jacques
Outros Idiomas: Jacobina (português), Giacoma, Giacomina (italiano), Jacoba, Jacobina (holandês), Jacobine (norueguês), Jamesina (escocês), Zaklina (sérvio, croata), Zhaklina (búlgaro).
Giacoma de Settesoli, grafado Jacqueline de Septisoles em francês, foi uma nobre italiana do século 13, amiga pessoal de São Francisco de Assis e grande benfeitora de sua obra. Levada pela compaixão, trabalhava para o próximo, incluindo o acolhimento de Francisco em seu castelo em Roma. Morreu em 1239 e está enterrada na grande Basílica de Assis. Francisco a chamava de "irmã Jacqueline".
Jacqueline é um nome muito conhecido na França, especialmente em voga entre 1920 a 1950 - pico de uso em 1946, mas atualmente é raro em crianças. Segundo as bases estatísticas francesas, 372.541 pessoas receberam o nome Jacqueline na França desde 1900 até hoje. A média de idade de suas portadoras é de 77 anos.
Nos Estados Unidos a grafia Jacqueline tem um sólido histórico: fez parte do Top 100 de 1960 até 2002, atingindo o máximo de registros em 1964, quando conquistou o 37° lugar no ranking dos nomes mais populares do país (certamente por influência de Jacqueline Kennedy na época). Nos dias de hoje o nome ainda é lembrado, mas não tem o mesmo brilho de antes: ocupou a posição #348 (em 2017). Também é usado no Canadá, Reino Unido, África do Sul, entre outros países. Em termos internacionais o uso da grafia Jaqueline é mais restrito, teve um leve destaque nos Estados Unidos entre os anos 80 até 2012, quando esteve no Top 1000 e no México ficou em 83° lugar em 2013.
Foi no Brasil que a escrita Jaqueline encontrou seu melhor palco: segundo o IBGE existem 309.115 pessoas com este nome em todo o território, número muito expressivo. A frequência de Jacqueline não chega nem perto: 13.330 brasileiras foram registradas com esta escrita no período de tempo que vai de 1930 a 2010. Jaqueline é mais usual em Santa Catarina, enquanto Jacqueline é mais visto no Rio de Janeiro. Jaqueline atingiu seu ponto máximo de popularidade nos anos 90; para Jacqueline a maior sucesso se deu nos anos 80. Com o passar do tempo as duas escritas perderam força e aos poucos foram sendo menos usadas. Em 2017 Jaqueline foi registrado 38 vezes no estado de São Paulo; no mesmo local e ano Jacqueline obteve 11 registros.
Para minha surpresa a grafia Jacqueline também esteve presente em Portugal, como informa o site SPIE. De 1920 a 1980 sempre recebeu registros, tímidos é verdade, mas suficientes para superarem Jaqueline, que ganhou pequenos registros no país apenas entre 1961 a 1980. As duas escritas são admitidas, mas raramente são vistas em meninas portuguesas. Em 2016 Jaqueline foi registrado apenas 1 vez e o mesmo aconteceu com Jacqueline.
Personalidades:
- Jacqueline Bracamontes - atriz mexicana;
- Jacqueline Laurence - atriz franco-brasileira;
- Jacqueline Sato - atriz brasileira;
- Jaqueline Carvalho - jogadora de vôlei brasileira;
- Jaqueline Silva - ex-jogadora de vôlei brasileira.
Jacqueline é ainda o título de uma música do grupo Franz Ferdinand.
Por ter tido muita popularidade concentrada em épocas específicas - anos 80/90, não é errado considerar que Jaqueline/Jacqueline seja um nome visto como datado. Talvez seja preciso um tempo de descanso para que ressurja renovado e assim volte a desfilar sua elegância francesa em futuras gerações.
Conheçem alguma Jaqueline/Jacqueline? Qual grafia mais gostam?
Patricia Monteiro
Fontes Consultadas:
ARPEN/SP, Behind the Name, IBGE, IRN, Nameberry, Notre Famille, SPIE, Wikipédia.
