Do germânico al (tudo) e zire (ornamento e beleza), Alzira chegou a Portugal por via da arte francesa, particularmente através da obra literária de Voltaire: Alzire o Les Américains. Esta tragédia fala-nos de Alzira, uma princesa inca, que é capturada pelos espanhóis e negocia o seu próprio casamento com o governador espanhol, Gusmano, num ato desesperado para assegurar a paz e salvar o seu povo da tirania estrangeira. No entanto, apaixonada por Zamoro, que julga morto, Alzira vai para o seu casamento com o coração partido, até que o destino lhe sorri e lhe devolve tudo o que ela amou pela sua valentia, altruísmo e bom caráter.
Esta história cativou os seus contemporâneos e, mais tarde, inspirou Guiseppe Verdi a criar uma ópera que a imortalizasse, ópera esta que foi apresentada pela primeira vez ao público no dia 12 de agosto de 1845 no Teatro San Carlo, em Nápoles.
Hoje em dia, são raras as meninas pequeninas ou jovens chamadas Alzira, quer em Portugal, quer no Brasil. Em 2014, há o registo de uma Alzira Laura, Bianca Alzira, Iara Alzira, Vitória Alzira. Pessoalmente, a sonoridade agrada-me imenso, acho querido e engraçado. E conhecendo a história de Voltaire que evoca Alzira como uma heroína, acho que teríamos neste facto uma boa e bonita justificação para dar à criança quando efetivamente nos perguntasse porque lhe demos aquele nome.
Joana Recharte.
Alzira parece-vos (re)utilizável?
