Para mim, não há melhor forma de começar o dia senão a escrever sobre um dos meus nomes preferidos. Graça vem do latim gratia e está diretamente ligado a “graciosidade” e “elegância”. E é precisamente essa a visão que tenho do nome: gracioso e elegante. O facto de ser um vintage fascina-me ainda mais. Apesar da sonoridade forte, por causa da sílaba inicial “Gra”, acho-o muito querido e perfeitamente usável nos dias de hoje, por ser igualmente antigo como os populares Matilde, Leonor, Beatriz, Inês ou Sofia. Além disso, o som final -ça é muito semelhante a outro popular, Constança.
Sendo a variante Grace tão popular nos países de língua inglesa, quer como primeiro, quer como segundo nome, Graça tem ainda mais motivos para conquistar portugueses. Alguns pais já se aperceberam do seu grande potencial e usaram-no nas suas filhas. Em 2012 e 2013, nasceram 4 meninas com este nome, e em 2014 nasceram 6.
Algumas personalidades:
- Graça Morais (Maria da Graça Pinto de Almeida Morais) – pintora portuguesa, membro da Academia Nacional de Belas Artes e de diversas associações e fundações culturais; recebeu o grau Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1997. O que é ainda mais curioso: faz anos no mesmo dia que eu, 17 de Março;
- Graça Foster (Maria das Graças Silva Foster) – engenheira química brasileira, eleita a quarta executiva mais poderosa no mundo dos negócios;
- Graça Machel – política moçambicana e ativista dos direitos humanos, foi a primeira-dama de Moçambique; em 1998 casou-se com Nelson Mandela.
Percebemos que ninguém estranha que uma Maria da Graça seja só tratada por Graça. Gosto muito do composto, uma clara referência a um dos títulos da Virgem Maria, Nossa Senhora das Graças, mas ainda assim prefiro só Graça, que considero mais fresco e atual. Tenho a certeza de que uma pequena Graça ia causar sensação, e o diminutivo Gracinha encanta-me!
Maria Pilar Monteiro.
Consideram Graça usável hoje em dia?
