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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Cereja


Cereja! Um nome inusitado? É inegável que é! Um nome ousado? Certamente! Um nome divertido? Claro que sim! Se Amora e Tâmara já estão estabelecidos como nomes próprios e são usados por muitas meninas, por que não dar uma chance a outro nome de fruta, o jovial e simpático Cereja!

Para nós, falantes do português, Cereja soa como uma grande novidade, mas suas versões em outros idiomas são usadas em seus países de origem há mais tempo: Cerise (francês) e Cherry (inglês). Ainda temos o japonês Sakura (flor de cerejeira), um dos nomes mais escolhidos para meninas no Japão. Tanto na grafia quanto na pronúncia, Cereja é agrável e não deixa nada a desejar a seus primos estrangeiros.

A cereja é uma fruta linda, de cor vermelho profunda, com sabor rico e doce. A madeira de sua árvore é robusta e possui uma bela tonalidade. As flores da cerejeira são delicadas, frágeis e de cor rosa pálido. Quando florescem na primavera é um momento de grande encantamento, as lindas florzinhas espalham pelo ar seu aroma doce e sensível e iluminam qualquer ambiente com seu romantismo. O encanto das cerejas ainda vai além: afinal, o que dizer da cereja  negra que tanto instiga a imaginação com seu senso de mistério.

E para quem gosta de simbologias, a cereja faz parte de muitas representações:

  • A cereja simboliza a juventude, a doçura, a beleza feminina, o amor, a felicidade e a renovação;
  • Na China Antiga a cereja simbolizava a imortalidade e a longevidade;
  • Para os samurais no Japão, o significado da cereja é o destino e a vida efêmera desses guerreiros;
  • Na Índia, diz a lenda da flor de cerejeira que essa é uma flor sagrada e nas casas onde estiver nada faltará;
  • A flor de cerejeira é o emblema nacional da China e do Japão;
  • Nas representações da iconografia cristã medieval a cereja pode significar o fruto proibido, como a maçã.
Cereja é mesmo um nome que foge ao convencional e sendo uma escolha incomum, é natural que seus registros sejam pequenos. No Brasil o nome não aparece nos dados do IBGE, o que significa que de 1930 a 2010 nunca foi registrado ou seus registros foram menos de 20. Em anos recentes não foi registrado nenhuma vez no estado de São Paulo, mas em 2015 marcou presença nas conjugações Júlia Cereja (1 registro) e Heloísa Cereja (1 registro).

Em Portugal o uso é igualmente raro, com apenas 1 registro no composto Maria Cereja (em 2014). Aos portugueses já era permitido registrar Cereja como segundo elemento em compostos, mas com a recente abertura da lista de nomes admitidos do IRN, Cereja também pode ser registrado como primeiro nome.

Cereja transmite alegria, juventude, descontração, a beleza da vida! Talvez não seja um nome de unanimidades, uns podem torcer o nariz e achar um disparate, outros tantos podem amar, mas indiferente a ele ninguém ficará!

O que acham desse nome com sabor de Cereja?

Para mais Nomes Femininos de Frutas clique aqui

Fontes Consultadas:

ARPEN/SP, Behind the Name, Dicionário de Símbolos, Elune Blue, IBGE, IRN, O Blog dos Nomes, Significados, Wikipédia.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Nomes Femininos de Frutas


A presente lista pretende apresentar nomes de frutas usáveis em crianças, adultos e idosos. Claro que frutas como Banana, Maçã, Abacaxi, Abacate, Carambola não dão certo, mas há outros que se assemelham bastantes a nomes próprios, e também em outras línguas se tornam bastantes usuais, vamos conhecê-los melhor. Veja:
  • Acerola – (Malpighia glabra) provêm do árabe az-zu'rur, através do espanhol acerola. Variante: Azerola;
  • Akee - (Blighia sapida) é uma fruta da família Sapindaceae. Em maori significa “mais”;
  • Ameixa - (Prunus serrulata) espécie japonesa, apesar do seu nome, teve a sua origem provável na China. Variante: Ximenia;
  • Amêndoa - vem do latim amygdala. Variante italiana: Mandorla;
  • Amora - originário da Espanha e significa “amor”. Variante: Amorina;
  • Apple - é o pseudofruto pomáceo da macieira, árvore da família Rosaceae. É um dos pseudofrutos de árvore mais cultivados, e o mais conhecido dos muitos membros do gênero Malus que são usados ​​pelos seres humanos. Em português, remete a fruta maçã, que originou-se do termo latim mala matiana, que significa "maçãs de Mácio";
  • Avelã - (Corylus avellana) procede do latim nux abellana, que significa “noz de Abela”;
  • Cacau – (Theobroma cacao) é da família Malvaceae e a sua origem é a América do Sul. Significa “alimento dos deuses”;
  • Carissa - derivado do grego χαρις (charis) que significa "graça, bondade". A espécie Carissa grandiflora A.D.C. é de origem africana. Outras duas espécies de origem indiana e africana também recebem o mesmo nome comum, mas são chamadas, também de Karanda e Carissa do Egito;
  • Cereja(Cerasus) do grego kerasion e latim cerasium. Variantes: inglês - Cherry, espanhol - Cereza, francês - Cerise, italiano – Ciliegia, alemão - Kirsch-, grego – Kerasiá, romeno – Cires, húngaro – Csereznyie, finlandês – Kirsikka e letão - Kirsis);
  • Cherimoya – o nome origina-se da Chirimoya palavra quíchua, que significa "sementes frias", porque a planta cresce em altas altitudes e as sementes germinam em altitudes mais elevadas. Na Bolívia, Peru, Chile, Equador e Colômbia, o fruto é popularmente conhecido como Chirimoya (escrito em conformidade com as regras de língua espanhola). Em português, remete a fruta graviola;
  • Clementina – a partir do latim Clementius, que significa “gentil, misericordiosa”. É uma fruta cítrica de cor alaranjada e sabor adocicado. Parece ser uma antiga espécie selvagem, nativa da Ásia. Variantes: inglês & francês – Clementine e Clemence, inglês – Clemency, latim romano – Clementia, croata & esloveno – Klementina, polaco – Klementyna, macedônio – Klimentina e croata, esloveno & macedônio – Tina;
  • Condessa - (Rollinia mucosa) desde o título aristocrático, derivado do latimcomitissa. Mais comummente uma palavra, foi utilizado ocasionalmente como um nome dado medieval. Variantes: inglês – Countess, espanhol – Condesa, francês – Comtesse, italiano – Contessa, alemão – Gräfin, grego – Kómissa e romeno – Contesa);
  • Fraise - (Fragaria) é considerada na linguagem comum, como a fruta vermelha do morangueiro, da família das rosáceas. “La fraise de jardin (O morango de Jardim) foi criado pela primeira vez na Bretanha, no noroeste da França, na década de 1750 por meio de um cruzamento de Fragaria virginiana do leste da América do Norte com a variedade Fragaria chiloensis, que foi trazida do Chile por Amédée-François Frézier em 1714. Variantes: português – Morango, inglês e alemão – Strawberry, espanhol – Fresa, italiano – Fragola, grego – Fráoula, romeno - Căpșună, latim – Fragum);
  • Framboesa (Rubus idaeus) originária dos campos do centro e norte da Europa e de parte da Ásia, a planta espinhosa pertence à família das Rosáceas e seu fruto é frequentemente confundido com a amora-preta, da qual se diferencia por ser oco e portanto mais delicado. Variante francesa - Framboise);
  • Ilama – (Annona diversifolia) o nome é derivado do espanhol ilamatzapotl Nahuatl, cuja tradução aproximada é "sapote da velha";
  • Ingá – a partir do gênero Inga, da subfamília Mimosoideae, da família Fabaceae. Originou-se do termo tupi in-gá. De acordo com alguns, significa "embebido, empapado, ensopado", devido talvez à consistência da polpa aquosa que envolve as sementes;
  • Lichia - (Litchia chinensis) é uma espécie do gênero botânico Litchi, pertencente à família Sapindaceae. É uma árvore frutífera conhecida popularmente como lecheira, licheira, lichi ou uruvaia. "Lechia", "lichia" e "lichi" provêm do chinês li-chi, que significa “ameixa de comer” ou também pode ser “dentes”;
  • Mamey – (Pouteria sapota) uma espécie de árvore nativa da América Central, naturalmente que vão desde o sul do México até o sul Costa Rica, além de Cuba. A fruta tem nomes diferentes dependendo do país: Mamey (Cuba), Zapote (Costa Rica), Níspero e Rojo Zapote (América do Sul), entre outros;
  • Malang – (Artocarpus odoratissimus) É uma árvore da amoreira e da família do figo Moraceae. É nativo a Bornéu, Palawan, e ilha de Mindanao, e está intimamente relacionado com as árvores jaca, Cempedak, e fruta-pão que todos pertencem ao mesmo gênero;
  • Marula - (Sclerocarya birreasklerosdura” e karyanoz” (referência à semente) é uma árvore de tamanho mediano, originária do bioma das savanas da África oriental. Variantes: inglês - Jelly Plum, Morula, Cider, Maroola;
  • Peach - (Prunus persica) o nome é uma referência ao largo cultivo da espécie no Irã (antiga Pérsia) durante a Antiguidade, de onde foi transplantada para a Europa. Os romanos referiam-se como malus persicum ou "maçã da Pérsia", sendo, portanto essa denominação em latim a origem tanto às palavras em português quanto a outras cognatas em diversas línguas europeias. Variantes: português – Pêssego, búlgaro – Praskova, chinês – Táosè, crioulo haitiano – Pèch, croata e sérvio – Breskva, esperanto – Persiko, finlandês – Persikka, galego – Pexego, georgiano – Atami, grego - Rodákino, hindi – Aadoo, holandês – Perzik, indonésio e russo – Persik, japonês – Pichi, latim – Persici,  letão – Persiks, lituano – Persikas, macedônico – Praska,  malgaxe – Paiso, marathi - Sudanra ākarṣaka mulagī, norueguês – Fersken, punjabi - Āṛū, romeno – Piersic, sesotho – Perekisi, na Somália – Biij, sueco – Persika, tagalo – Milokoton, tailandês – Phïch, turco – Şeftali, ucraniano – Persyk, usbeque – Shaftoli);
  • Physalis - (Physalis angulata, lê-se Fisális) é uma planta herbácea de hábitos perenes e reproduzida por sementes. O gênero destaca-se, na família Solanaceae, por apresentar cálice frutífero acrescente, vesiculoso e intumescido, envolvendo completamente o fruto. Pode chegar aos dois metros de altura;
  • Pinha – (Annona squamosa) o nome "fruta-do-conde" deve-se ao fato da primeira muda da espécie no Brasil, foi trazida pelo governador Diogo Luís de Oliveira, o Conde de Miranda, conforme relato de Pio Corrêa. No Nordeste do Brasil é popularmente conhecida como "Pinha", em Brasília e interior do estado do Rio de Janeiro é confundida com a Annona coriacea. É também conhecida no Norte e em partes do Nordeste do Brasil como ata. No sul do país, é conhecida como Ariticum ou Araticum;
  • Pistácia – (Pistacia Vera) pertence à família da Anacardiaceae, também chama de Pistache ou Pistáchio. Essas denominações tanto se aplicam à árvore quanto ao fruto seco verde. Nativa do sudoeste asiático (Ásia Menor, Irão, Síria, Israel e Palestina), de onde se estendeu o cultivo à região mediterrânica e à Califórnia;
  • Pitanga(Eugenia uniflora L.) A pitanga é o fruto da pitangueira, dicotiledônea da família das mirtáceas. Tem a forma de bolinhas globosas e carnosas, de cor vermelha, laranja, amarela ou preta. Significa do termo tupi antigo ybápytanga, que significa "fruto avermelhado" (ybá, "fruto" + pytang, "avermelhado" + a, sufixo), numa referência à cor mais comum do fruto. Existe outra espécie homônima, Eugenia uniflora O. Berg, descrita em 1857, e renomeada Eugenia lineatifolia (O. Berg) Mattos em 1993. Em inglês britânico e norte-americano, o fruto é também conhecido como Pitanga ou então como brazilian cherry, surinam cherry ou south cherry;
  • Pitaya - é o nome dado ao fruto de várias espécies de cactos epífito dos gêneros Hylocereus e Selenicereus, nativas de regiões da América Central e México, também cultivadas em Israel, no Brasil e na China. O termo Pitaya significa “fruta escamosa”, também sendo chamada de fruta-dragão em algumas línguas, como o inglês. Como a planta só floresce pela noite (com pequenas flores brancas) são também chamadas de Flor-da-Noite;
  • Pulasan - (Nephelium mutabile) bluma, família Sapindaceae, é uma fruta tropical estreitamente aliada à Rambutan e às vezes confundido com ele. O nome vem de Malai, da palavra pulas (torção) relacionadas com "pilas" (remover) de Tagalog. O fruto é aberto através do ato de torcer o fruto com as duas mãos, daí o nome;
  • Quina - (Strychnos pseudo-quina) originária dos Andes, seu significado é “fruta com gosto amargo”. Sua inflorescência rósea em panícula é muito pequena, medindo meio centímetro de diâmetro, na estrela, e talvez 0,6 cm de altura;
  • Romã - (Punica granatum) é uma infrutescência da romãzeira, o fruto é comum no mediterrâneo oriental e médio oriente. É uma baláustia. É coberto por uma casca coreácea de cor castanho brilhante e contém suco de carmesim, em bolsa individuais, contendo cada uma grande semente;
  • Sakura(Prunus serrulata) do japonês, que significa “cerejeira”, “árvore de cereja”. A cerejeira é o nome dado a várias espécies de árvores frutíferas de clima temperado cujo a maioria são originárias da Ásia, algumas frutíferas, outras produtoras de madeira nobre;
  • Salak - (Salacca zalacca) é uma espécie de palmeira (família da Arecaceae) nativo para Java e Sumatra. É cultivada em outras regiões como alimento, e, segundo informações naturalizado em Bali, Lombok, Timor, Malásia, Maluku e Sulawesi;
  • Taiúva - (Maclura tinctoria) É um fruto da família das Moráceas. A partir do tupi guarani e significa “Fruta ou árvore do leite amarelo” por causa do tanto de frutos ou o tronco e galhos feridos que exumem um látex amarelado. Também recebe o nome de Amora branca, Amora de espinho, Amora do mato, Amora amarela, Amora brava, Limorana, Taiúba, Tatané e Tatarema;
  • Tâmara - (Phoenix dactylifera) a tamareira (do árabe التمر "tamar") ou datileira, em árabe, a palavra tâmara significa realmente dedo de luz (douglat nour), lembrando a forma e a transparência luminosa dos frutos da tamareira. Ela é uma palmeira extensivamente cultivada pelos seus frutos comestíveis, as tâmaras. Elas possuem coloração avermelhada e são frutos fibrosos de sabor agridoce;
  • Velvet – (Chomélia martiana Muell Arg) É de veludo Amur da família: Rubiacede. A partir da palavra do inglês para “tecido macio”. Tornou-se usado como um nome dado depois que o personagem principal no livro de Enid Bagnold "National Velvet" (1935) e do filme (1944) e da televisão (1960) adaptações;
  • Wampi – (Clausena lansium) da família das Rutáceas, é uma árvore comumente cultivada na China e também no Havaí. Foi introduzida da China para as Filipinas, onde se adaptou bem. Era conhecido nas Filipinas antes de 1837, e da China foi reintroduzida em 1912. Também conhecida como Wampee, Wampi, Uampi, Vampi e Clausena;
  • Xixá - (Stherculia strita) provém do tupi e significa “fruto semelhante a mão ou punho fechado”, aludindo a forma das cápsulas individuais, é chamada carinhosamente de “coraçãozinho do Cerrado” pelo seu formato de coração (estilo romanceado). Seu gênero é Sterculia, da família Sterculiaceae, conhecida também como Chichá-do-Cerrado.


Yasmim Paiva.


Usariam algum?

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Cerise


Delicadeza! Essa é a primeira palavra que me vem à mente quando escuto o nome Cerise. Delicadeza com um toque de sofisticação, assim o definiria. Cerise é um nome literal, significa "cereja" em francês. Vocês podem estar pensando:"Cerise?" "Cereja como nome próprio?" Sim, Cerise é um nome próprio já reconhecido como tal e usado em países de língua francesa. É conhecido, em escala menor, por anglófanos. Há mais tempo é usado como sobrenome/apelido. É também a denominação de um tom de vermelho, a bonita cor cerise, sobre a qual falaremos mais à frente.

Através do grego kerasion pelo latim cerasium se origina Cerise. Como disse no início do texto, é um nome reconhecido em alguns países, mas sempre com uso muito discreto. Seu período de maior destaque foi em 2007, na França, quando atingiu a posição #411 com 93 registros. Nos Estados Unidos, de 1880 a 2014 foram registradas 681 meninas com o nome Cerise. O pico de uso foi em 1955, com 29 registros. No Brasil e em Portugal é um nome raro ainda, difícil de se encontrar, mas mesmo assim, podemos citar como referência Cerise Bueno, poetisa brasileira. Em seu país de origem encontramos Cerise Leclerc, atriz francesa que marcou presença em filmes nos anos 80.

Cerise não consta na lista de nomes admitidos em Portugal, mas, surpreendentemente, sua versão em português lá está. Talvez não seja tão surpreendente assim, levando em conta o histórico internacional de Cerise como nome próprio, faz sentido que Cereja conste como aceito (mas apenas como segundo elemento em compostos). Creio que com um pedido bem embasado para os órgãos responsáveis, Cerise possa passar a fazer parte da lista.

Cerise é um nome pouco ouvido em nossos países, mas acho que seu uso não causaria estranhamentos, pois não fca longe de nomes aos quais já estamos habituados como Denise e Marise, por exemplo. Sua sonoridade me remente à Serena. Acho que possui similaridade com Clarice. Selene, Celine e, sem dúvida, Ceres também lembram Cerise.

Já que Cerise é o nome de uma fruta, que tal a dupla de irmãs Cerise e Amora? Cerise também é o nome de uma cor; Scarlet e Cerise então não seria um adorável e internacional par de nomes coloridos?


Falando em cores, e essa é uma das atribuições que mais me encanta nesse nome, cerise é um profundo tom de vermelho acrescido de tons vivos de rosa. Não é tão avermelhado quanto o vermelho-cereja. O primeiro uso de cerise como nome de cor consta no The Times, em 30/11/1858.

Talvez entre as crianças Cerise não soe tão distante assim: em 2013 a empresa Mattel criou a franquia de bonecas Ever After High, que conta a história dos filhos de famosos personagens dos contos de fadas, e entre eles podemos encontrar Cerise Hood, a filha da Chapeuzinho Vermelho (a escolha do nome Cerise foi uma clara referência à cor da cereja). Cerise é uma personagem inteligente e leal às suas amigas. Tem uma capa mágica vermelha que lhe permite viajar através das sombras. Seu animal de estimação é um filhote de lobo chamado Carmine (nome ligado à cor vermelha). Depois de conhecer essa boneca/personagem, tenho certeza que muitas meninas adorariam ter uma irmãzinha chamada Cerise!

Cerise é também o nome de um filme francês lançado em 2015, que conta os dilemas da protagonista Cerise (interpretada pela atriz Zoé Adjani), uma jovem de 14 anos que precisa lidar com os conflitos da adolescência. Um detalhe que me chamou atenção foi a personagem ter os cabelos pintados na cor cerise (para ver clique aqui).

Cerise em outros idiomas:
Cereja (português), Cherry (inglês), Cereza (espanhol), Ciliegia (italiano).

Como sobrenome/apelido, Cerise data de épocas distantes. Sua origem é ocupacional e nomeava os camponeses que cultivavam e/ou vendiam cerejas. Como exemplos temos algumas personalidades francesas:

  • Guillaume-Michel Cerise (1769-1820) - militar;
  • Laurent Cerise (1807-1869) -  médico  que revolucionou no tratamento de doenças mentais;
  • Albert Cerise (1946-2012) - político.
Uma imagem que me vem à mente com Cerise, é da linda flor de cerejeira. É difícil alguém ficar imune à beleza das cerejeiras em época de floração. A cerejeira fica pouco tempo florida, por isso suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar cada momento. A flor de cerejeira também representa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. Sem dúvida uma inspiradora associação!

Cerise já me conquistou, entre os meus nomes femininos preferidos, o considero a cereja em cima do bolo, ou melhor "la cerise sur le gâteau"!

E vocês, o que acham dessa nossa cereja francesa?

Fontes consultadas:

Behind the Name, Names Org, Ancestry, IRN Portugal, Wipédia.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Amora


Para mim o nome mais gracioso de sempre é Amora. É um nome literal que simboliza o fruto silvestre de cor roxo azulada que conhecemos. No entanto, há também quem acredite que seja uma elaboração feminina para a palavra amor.

Uma outra associação: Amora, lido de trás para frente vira a palavra aroma e se trocarmos o m e o r de lugar também vira aroma. Uma doce e perfumada ligação que confere ainda mais poesia ao nome!

Amora foi eleito para denominar 6 bebés no ano de 2015 em Portugal, não havendo registos como 2 elemento do nome. Foi utilizado apenas como composto numa bebé chamada Amora Margarida (lindo!).

No mesmo ano, no estado de São Paulo, Amora foi registado 41 vezes. Os compostos mais registados foram Amora Cristina, Amora Liz, Amora Flor e Amora Pietra. Também obteve registos como segundo elemento nas seguintes conjugações: Bianca Amora, Malu Amora, Manuela Amora, Sophia Amora, entre outras.

Amora é o nome da atriz e diretora de televisão Amora Mautner e também da cantora Amora Pêra, filha do cantor e compositor Gonzaguinha.

Adoro Amora, é um nome simples, delicado e com uma sonoridade muito agradável. Um nome bastante familiar, devido às bagas, ou mesmo como o feminino de Amor. Uma ótima escolha para os dias de hoje, também para quem gosta de nomes incomuns mas adoráveis e encantadores. Vejo a posição deste nome a subir nos próximos tempos, pois cada vez mais se ouve falar nele. Uma boa alternativa a Amora poderá ser a variante Amorina, que também é um encanto.

Diana Silva.

E vocês o que acham de Amora?