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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Olávia


Desde a altura que li Os Maias de Eça de Queirós, que houve um nome feminino que me ficou preso à memória: Olávia. Santa Olávia aparece como um solar nas margens do Douro. Aí vivia a família Maia e aí regressava com frequência. Afonso gostava daquele espaço: "o que o prendera mais a Santa Olávia fora a sua grande riqueza de águas vivas, nascentes, repuxos, tranquilo espelhar de águas paradas, fresco murmúrio de águas regantes..." (Cap. I). Esta quinta aparece como lugar do sossego, do repouso, símbolo da vitalidade. Aí recebeu Carlos da Maia a educação inglesa em constante contacto com o ar livre. E é aí que regressa, no fim da obra, antes de procurar os amigos em Lisboa.

Olávia tem duas origens possíveis, mas que vão ambas dar ao mesmo significado: a forma feminina norueguesa e dinamarquesa de Olav, variante de Olaf, nome nórdico antigo derivado de Áleifr, que significa “descendente de um antepassado”, através dos elementos anu (antepassado) e leífr (descendente).

A outra possibilidade para a origem de Olávia é ser a versão feminina do nome islandês Ólafur, muito popular por lá (20ª posição do ranking) derivado também de Olaf. Olaf, para além do famoso boneco de neve do filme infantil Frozen da Disney, foi também o nome de cinco reis da Noruega.

Este nome não está inserido na lista do IRN porém Olália e Olavo constam como aceites. Então, por que não Olávia? Em 2015, tanto em Portugal como no Brasil, no estado de São Paulo não houve registos de Olávia, apenas de Olavo.

Talvez goste muito deste nome por me lembrar de um que anda a conquistar muitos corações hoje em dia (incluindo o meu): Olívia. Considero uma boa hipótese para quem receie que se torne popular, Olávia tem o tamanho certo e uma ótima sonoridade. E vocês, gostam?