Desde
a altura que li Os Maias de Eça de Queirós, que houve um nome
feminino que me ficou preso à memória: Olávia.
Santa Olávia aparece como um solar
nas margens do Douro. Aí vivia a família Maia e aí regressava com frequência. Afonso gostava daquele espaço: "o que o prendera mais a Santa Olávia
fora a sua grande riqueza de águas vivas, nascentes, repuxos, tranquilo
espelhar de águas paradas, fresco murmúrio de águas regantes..." (Cap.
I). Esta quinta aparece como lugar do sossego, do repouso, símbolo da vitalidade.
Aí recebeu Carlos da Maia a educação
inglesa em constante contacto com o ar livre. E é aí que regressa, no fim da
obra, antes de procurar os amigos em Lisboa.
Olávia tem duas origens possíveis, mas que
vão ambas dar ao mesmo significado: a forma feminina norueguesa e dinamarquesa
de Olav,
variante de Olaf, nome nórdico antigo derivado de Áleifr, que significa “descendente de um antepassado”, através
dos elementos anu (antepassado) e leífr (descendente).
A
outra possibilidade para a origem de Olávia
é ser a versão feminina do nome islandês Ólafur, muito popular por lá (20ª
posição do ranking) derivado também
de Olaf.
Olaf,
para além do famoso boneco de neve do filme infantil Frozen da Disney, foi
também o nome de cinco reis da Noruega.
Este
nome não está inserido na lista do IRN porém Olália e Olavo constam
como aceites. Então, por que não Olávia?
Em 2015, tanto em Portugal como no Brasil, no estado de São Paulo não houve
registos de Olávia, apenas de Olavo.
Talvez
goste muito deste nome por me lembrar de um que anda a conquistar muitos
corações hoje em dia (incluindo o meu): Olívia.
Considero uma boa hipótese para quem receie que se torne popular, Olávia tem o tamanho certo e uma ótima
sonoridade. E vocês, gostam?
