Remi
é tido como um diminutivo de Remígio, que com a sua popularização se tornou um nome próprio. Remígio é um nome de origem latina e, tal como Remi, significa remador. Remígio foi pouquíssimas
vezes utilizado em Portugal entre 1920 e 1980 (apenas 57 registos em 60 anos). No Brasil sua frequência é discreta: 2.820 portadores em todo o país.
Em França, onde Remi é mais popular, o seu uso tem sido consistente ao longo do
tempo, tendo atingido o seu auge na década de 90. Mais recentemente, os Estados
Unidos da América importaram este nome, utilizando-o muitas vezes como nome
unissexo, o que tem evocado a ira francesa, que não gosta de ver os seus nomes
próprios desvirtuados: e eu pergunto-me se não teríamos a mesma reação se, por
exemplo, Beatriz começasse a ser utilizado como nome masculino num país
qualquer. Só para terem noção do fenómeno, em 2012, nos EUA, nasceram 242
meninas com este nome e só 66 meninos.
Os franceses não têm dúvidas e nós também
não: Remi é masculino! E um belo
nome masculino, que, mais uma vez, foge à popularidade! É absolutamente
carinhoso, um mimo de nome e há quem argumente que possa ser infantil pela sua
terminação. Não concordo, mas respeito a opinião, sugerindo que, se gostam do
nome, mas tem receio disto, podem usá-lo num composto, num lugar de menor
destaque. Em 2014, em Portugal, por exemplo, nasceu um Pedro Remi, e acho que o composto ficou mesmo delicado e,
simultaneamente, marcante! Não concordam? Já agora, pode ser também o
diminutivo de um Jeremias. Porque
não?
Remy
(nesta grafia), é o nome do protagonista do filme
da Pixar, Ratatouille (2007), onde a
personagem era um simpático e carismático rato aspirante a chef. Um filme absolutamente divertido e imperdível!
Joana Recharte.
Que dizem, aceitam Remi nas vossas listas?
