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domingo, 14 de junho de 2015

Concha


Nomes literais transmitem-me sensações muito agradáveis. Acho-os frescos, modernos, suaves, relaxantes. Concha é dos que mais gosto, transporta-me automaticamente para mar, praia, verão, sol, calor – e parece-me lógico que assim seja. As próprias conchas-do-mar são tão bonitas e especiais que são usadas em decoração de interiores, quando o objectivo é criar um ambiente descontraído. 



Concha é originalmente um diminutivo do nome espanhol Concepción, o equivalente a Conceição, em português. Significam “concepção”. Hoje em dia também já é a forma curta de Constança, o que me leva a crer que Concha já é associado às classes elitistas portuguesas. Por exemplo, a autora do blog A Vida a 4D tem quatro filhos: Afonso, Manuel, Vicente e Concha. Até acho giro estas “misturas”; nomes tradicionais e depois um “moderno” literal e raríssimo como nome próprio português. 



No entanto, ao contrário de outros nomes como Caetana, Carlota ou Constança, Concha associo simplesmente a algo leve e fresco. 


Em Portugal, a realidade de Concha é a seguinte: 8 registos em 2011, 6 em 2012, 2 em 2013 e 10 no ano passado. Quem gosta de outros literais como Clara, Flor, Flora, Íris, Luna, pode ver em Concha um nome perfeito: pouco usado, literal, bonito, com imagens mentais fortes e poéticas (o “mar” é dos elementos artísticos mais retratados na poesia). E para os pais que gostam de manter a mesma inicial, Clara & Concha parece-me um par adorável! 


Maria Pilar Monteiro.