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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Eva


Sempre me admirei com o poder de certos nomes, sobretudo a capacidade de alguns nomes curtos serem tão imponentes. Eva para mim pertence a esta família de nomes elegantes, fortes, sensíveis e sublimes. Adoro-o e usava-o com muito gosto.

É um nome com raízes hebraicas, na palavra Chawwah que, por sua vez, deriva de vocábulos que significam “respirar” ou da palavra chayah, que significa “viver”. O significado é extraordinariamente belo para mim. Imagino logo aquele fantástico momento em que um bebé nasce e o mundo inteiro para, para que os pulmões se encham de ar e se dê o primeiro sopro de vida. Eva para mim é mesmo isto: a beleza dos instantes.

Tantas vezes acusada pela religião como fraca, hoje, Eva pode voltar ao nosso tempo e se provar exatamente o oposto. O nome nunca foi exageradamente popular precisamente por esta associação mais negativa (expulsão do Jardim do Éden). No século passado, em Portugal, Eva foi usado em moderação até aproximadamente 1955, ano em que atingiu a fasquia dos 100 registos anuais e continuou sempre a subir até que estabilizou. Em 2014, Eva ocupou a 27ª posição do ranking dos nomes femininos mais utilizados em Portugal, contando com 350 registos. Nesse mesmo ano, Eva foi também utilizado em 116 compostos, sendo os dois mais comuns: Eva Sofia (18 registos) e Eva Maria (15). De acordo com a opinião do grupo de discussão que mantemos, dos 116 utilizados os cinco favoritos foram: Eva Luna, Eva Luísa, Eva Francisca, Eva Mar e Eva Maria. Gostaria de dar especial destaque a Eva Luna, um composto bem poético (o significado seria qualquer coisa como a respiração da lua ou vida lunar), que é também o nome de uma obra da escritora chilena Isabel Allende!

Como referências destaco a bonita atriz norte-americana Eva Longoria, a famosa Bond Girl francesa Eva Gaëlle Green, a cantora-compositora Eva Cassidy e a atriz argentina que casou o Presidente argentino e se tornou na luz do seu povo: Eva Peron, mais conhecida pelo seu diminutivo Evita (queridíssimo). A sua história inspirou o musical de Andrew Lloyd Webber, a quem se deve a música Don’t Cry For Me, Argentina.

Joana Recharte.

Eva encanta-vos?