Sempre me admirei com o poder de certos
nomes, sobretudo a capacidade de alguns nomes curtos serem tão imponentes. Eva para mim pertence a esta família de
nomes elegantes, fortes, sensíveis e sublimes. Adoro-o e usava-o com muito
gosto.
É
um nome com raízes hebraicas, na palavra Chawwah
que, por sua vez, deriva de vocábulos que significam “respirar” ou da palavra chayah,
que significa “viver”. O significado
é extraordinariamente belo para mim. Imagino logo aquele fantástico momento em
que um bebé nasce e o mundo inteiro para, para que os pulmões se encham de ar e
se dê o primeiro sopro de vida. Eva
para mim é mesmo isto: a beleza dos instantes.
Tantas
vezes acusada pela religião como fraca, hoje, Eva pode voltar ao nosso tempo e se provar exatamente o oposto. O
nome nunca foi exageradamente popular precisamente por esta associação mais
negativa (expulsão do Jardim do Éden). No século passado, em Portugal, Eva foi usado em moderação até
aproximadamente 1955, ano em que atingiu a fasquia dos 100 registos anuais e
continuou sempre a subir até que estabilizou. Em 2014, Eva ocupou a 27ª posição do ranking dos nomes femininos mais
utilizados em Portugal, contando com 350 registos. Nesse mesmo ano, Eva foi também utilizado em 116
compostos, sendo os dois mais comuns: Eva
Sofia (18 registos) e Eva Maria
(15). De acordo com a opinião do grupo de discussão que mantemos, dos 116
utilizados os cinco favoritos foram: Eva
Luna, Eva Luísa, Eva Francisca, Eva Mar e Eva Maria.
Gostaria de dar especial destaque a Eva
Luna, um composto bem poético (o significado seria qualquer coisa como a
respiração da lua ou vida lunar), que é também o nome de uma obra da escritora
chilena Isabel Allende!
Como referências destaco
a bonita atriz norte-americana Eva
Longoria, a famosa Bond Girl francesa
Eva Gaëlle Green, a
cantora-compositora Eva Cassidy e a
atriz argentina que casou o Presidente argentino e se tornou na luz do seu
povo: Eva Peron, mais conhecida pelo
seu diminutivo Evita (queridíssimo). A sua história inspirou o musical de
Andrew Lloyd Webber, a quem se deve a música Don’t Cry For Me, Argentina.
Joana Recharte.
Eva encanta-vos?
