Um nome antigo, oriundo dos tempos medievais
e possivelmente anterior a esse período, Roque
vem do vocábulo germânico hrok, que
significa repouso. Este vocábulo terá originado o nome masculino Rocco que se latinizou para Rochus, e terá dado origem ao francês Roch, tendo chegado a Portugal e a
Espanha sob a forma e grafia Roque.
Foi um nome amplamente utilizado em Portugal
há muitos séculos atrás, sendo o seu uso facilmente equiparável a Egas, Gualdim, Mendo, Pero ou Sancho. Se consultarmos as bases de dados do Arquivo Regional da
Madeira, referentes a Casamentos e Batizados, encontramos centenas de homens
chamados Roque nascidos e casados
entre os séculos XVI – XX. De acordo com os dados do SPIE, o nome começou a
tornar-se raro no abrir do século XX, não ultrapassando a fasquia dos 7
registos anuais, tendência que se mantém até à atualidade. Na verdade, em 2013,
em Portugal nasceram apenas 2 Roque,
sendo que em 2014 foram apenas registados três compostos: Rodrigo Roque, Santiago Roque
e Manuel Roque. O seu uso em segundo
lugar no composto pode indicar-nos que Roque
pode ser uma opção (ainda) demasiado arrojada, mas fico muito contente por
vê-lo a ser opção de algumas famílias portuguesas!
É um nome forte, muito
sonoro e para aqueles que gostam de inovar é uma opção interessantíssima. A
pronúncia é bastante similar à palavra Rock,
usada para designar o género musical, mas não vejo este facto como um obstáculo
ao seu uso! Vejo-o a combinar muito bem com nomes que partilhem a mesma aura
antiga ou medieval, daí achar que formaria um par muito interessante com Aires, Bento, Brás, Cosme, Cristóvão, Lopo, Matias, Sancho ou Silvestre.
Considero também que funciona muito bem como primeiro nome de um composto e
aprecio especialmente Roque Dinis.
Ambos antigos, remetem para a mesma altura temporal, mas popularidade atual de
um, confere uma aceitação muito maior ao composto em si. Sem dúvida que o
considero um nome utilizável em 2015 e adiante!
Como referências destaco
São Roque, médico francês que
dedicou a sua vida a ajudar os doentes de peste, tendo morrido jovem pela
contração da própria doença. É hoje o padroeiro dos inválidos e dos cirurgiões.
É também o nome de um conhecido jogador de futebol brasileiro (Roque Júnior), de um médico indiano (Roque
Pinto), do pintor espanhol do século XVII (Roque
Ponce), e do Presidente da Argentina que promulgou um sistema eleitoral livre
pela primeira vez no seu país (Roque
Sáenz Peña).
Joana
Recharte.
Eram capazes de considerar
o uso deste nome?
