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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Roque


Um nome antigo, oriundo dos tempos medievais e possivelmente anterior a esse período, Roque vem do vocábulo germânico hrok, que significa repouso. Este vocábulo terá originado o nome masculino Rocco que se latinizou para Rochus, e terá dado origem ao francês Roch, tendo chegado a Portugal e a Espanha sob a forma e grafia Roque.

Foi um nome amplamente utilizado em Portugal há muitos séculos atrás, sendo o seu uso facilmente equiparável a Egas, Gualdim, Mendo, Pero ou Sancho. Se consultarmos as bases de dados do Arquivo Regional da Madeira, referentes a Casamentos e Batizados, encontramos centenas de homens chamados Roque nascidos e casados entre os séculos XVI – XX. De acordo com os dados do SPIE, o nome começou a tornar-se raro no abrir do século XX, não ultrapassando a fasquia dos 7 registos anuais, tendência que se mantém até à atualidade. Na verdade, em 2013, em Portugal nasceram apenas 2 Roque, sendo que em 2014 foram apenas registados três compostos: Rodrigo Roque, Santiago Roque e Manuel Roque. O seu uso em segundo lugar no composto pode indicar-nos que Roque pode ser uma opção (ainda) demasiado arrojada, mas fico muito contente por vê-lo a ser opção de algumas famílias portuguesas!

É um nome forte, muito sonoro e para aqueles que gostam de inovar é uma opção interessantíssima. A pronúncia é bastante similar à palavra Rock, usada para designar o género musical, mas não vejo este facto como um obstáculo ao seu uso! Vejo-o a combinar muito bem com nomes que partilhem a mesma aura antiga ou medieval, daí achar que formaria um par muito interessante com Aires, Bento, Brás, Cosme, Cristóvão, Lopo, Matias, Sancho ou Silvestre. Considero também que funciona muito bem como primeiro nome de um composto e aprecio especialmente Roque Dinis. Ambos antigos, remetem para a mesma altura temporal, mas popularidade atual de um, confere uma aceitação muito maior ao composto em si. Sem dúvida que o considero um nome utilizável em 2015 e adiante!

Como referências destaco São Roque, médico francês que dedicou a sua vida a ajudar os doentes de peste, tendo morrido jovem pela contração da própria doença. É hoje o padroeiro dos inválidos e dos cirurgiões. É também o nome de um conhecido jogador de futebol brasileiro (Roque Júnior), de um médico indiano (Roque Pinto), do pintor espanhol do século XVII (Roque Ponce), e do Presidente da Argentina que promulgou um sistema eleitoral livre pela primeira vez no seu país (Roque Sáenz Peña).

Joana Recharte.


Eram capazes de considerar o uso deste nome?