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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ilda


Ilda deriva da palavra germânica hild, que significa batalha, e deu origem ao nome próprio feminino que significa, por associação, guerreira. Começou por ser utilizado como diminutivo até que adquiriu o estatuto de nome próprio um pouco por toda a Europa, tendo sido muito apreciado em Portugal, no passado. 

Entre 1920 e 1980, rondou os 300 registos anuais, sendo que entre 1930 e 1940 Ilda ocupou a 10ª posição dos nomes femininos mais utilizados em Portugal. Em 2014, foram registadas apenas duas meninas chamadas Ilda, pelo que podemos constatar que a popularidade de outrora se esfumou com o passar do tempo. De igual modo, Ilda também não é um nome muito utilizado no Brasil. A minha perceção é a de que é considerado um nome datado, isto é, pertencente a uma geração específica, e fora de moda. Parece haver uma dificuldade generalizada em aceitar Ilda como nome jovial, carinhoso, forte e apto para uso em 2015 e adiante.

Ilda tem uma aura nórdica bastante demarcada e associo-o imediatamente a outros nomes como Astrid, Elsa, Etel, Helga ou Ingrid. A provar o que digo, na mitologia nórdica, uma das valquírias dava pelo nome de Hilda. As valquírias eram divindades menores que tinham a função de erguer do chão das batalhas os combatentes mais heroicos, orientando-os no caminho para Valhalla, onde se tornariam espíritos guerreiros. Na grande obra de Snorri Sturluson, Hilda é mencionada como aquela que perpetuava a guerra entre duas personagens, ao ressuscitar constantemente os seus exércitos. Não é a história mais bonita de sempre, mas Ilda não perde muitos pontos por este facto.

A título de curiosidade, em 2001, a RTP (canal televisivo português) lançou uma telenovela A Senhora das Águas, onde a atriz Amélia Videira dava vida à personagem principal, Ilda, numa obra onde se enaltecia o misticismo e a transcendentalidade da água e dos seus poderes, muito virado para o culto à natureza. Acredito que esta seja uma referência bem mais pacífica e bonita para atribuir a este nome.

Joana Recharte.

O que acham de Ilda?