Regina, um nome literal italiano que significa rainha. Não é muito utilizado por terras italianas precisamente por ser considerado demasiado conotativo e, por isso, pesado.
Em Portugal e no Brasil creio que a associação não é tão imediata e isso tornou-o bastante utilizado ao longo dos tempos, embora com maior uso em algumas gerações do que outras. O nome foi amplamente utilizado nas décadas de 60 e 70 em Portugal e no Brasil, sendo exorbitante a probabilidade de encontrarmos uma Regina em qualquer lado. No Brasil, inclusive, era bastante comum Regina ser utilizado como segundo nome, pelo que a sua proliferação talvez seja ainda maior do que estou a constatar. Apesar do seu decréscimo, e apesar de hoje já não ser uma opção muito considerada pelos novos pais, continua a ser um nome presente na sociedade. Em 2014, em Portugal, Regina foi utilizado 4 vezes e em 13 compostos, dos quais destaco os mais harmónicos e fluídos: Alice Regina, Áurea Regina, Diana Regina, Leonor Regina, Regina Olívia e Sofia Regina.
Regina, pelo seu significado tem sido o nome atribuído a várias personagens da sétima arte, personagens que se queiram fortes, irreverentes ou marcáveis, tal como a Regina, líder das Plastics no filme Mean Girls ou Regina, a Rainha Má na série americana Once Upon A Time. É também o nome da espetacular cantora e pianista nova-iorquina Regina Specktor e da tão acarinhada Elis Regina, cantora de jazz brasileira. Por fim, na religião, é também um dos títulos de Maria (relembremo-nos da oração Salve Regina, Mãe de Misericórdia).
Pessoalmente, acho-o muito elegante, imponente e sublime. Um nome forte, composto por um encadeamento muito bonito das vogais. O seu significado é excelente se se pretender passar esta ideia de valor pessoal às crianças e é um absoluto internacional: a grafia é igual e a pronúncia muito semelhante à portuguesa. Tenho pena que tenha saturado a população e que se tenha deixado de olhar para Regina como nome bonito que é.
Joana Recharte.
Acham um nome (significado) demasiado presunçoso?
