Do grego antigo Sibylla, que significa profetisa, este nome sobreviveu até aos nossos dias. De acordo com as lendas greco-romanas, as Sibilas eram um grupo de dez mulheres que praticavam a arte da profecia em diferentes locais sagrados do Mundo Antigo.
Com a ascensão do Cristianismo, as Sibilas continuaram a ser veneradas, de forma semelhante aos profetas do Antigo Testamento, passando este nome a ser utilizado como nome próprio por várias cristãs durante a Idade Média. As provas desta adoração cristã estão pintadas nos tetos da Capela Sistina, onde Miguel Ângelo pintou a Sibila de Delfos e a da Líbia, e na Igreja de Santa Maria da Paz (Roma), onde Rafael pintou quatro Sibilas a receberem mensagens divinas através dos Anjos do Senhor.
Ainda inspirada por este conceito, J.K. Rowling, a autora de Harry Potter, escolheu a versão em inglês deste nome para a peculiar Professora de Adivinhação de Hogwarts, Sybill Trelawney. Sibila foi também o nome de imensos romances e filmes, dos quais destaco a obra literária de Benjamin Disraeli (1845), que pela sua popularidade difundiu significativamente o nome pelos países anglófonos. Por fim, referencio aquela que me fez gostar seriamente do nome: Sybil Branson, uma das protagonistas da série Downton Abbey, que marca pelo seu carácter tão revolucionário e simultaneamente tão terno.
Outra grande referência é a escritora feminista e poetisa italiana Sibilla Aleramo (nascida Marta Felicina Faccio). Seu livro Una Donna é considerado um clássico da literatura italiana e o primeiro livro abertamente feminista escrito por uma autora italiana.
Pessoalmente, acho um nome muito querido, intenso e algo esotérico, também. Contudo, apesar de o achar usável e uma escolha diferente no universo luso-brasileiro, Sibila não é popular, sendo um nome raro em nossos países.
Joana Recharte.
Imaginam-no uma menina brasileira/portuguesa?
