Às vezes precisamos ouvir muitas e muitas vezes um nome para que possamos apreciá-lo por completo. Confesso que Ravena não me encantou de imediato, mas à medida que fui sabendo mais sobre sua história e fui me habituando à sua sonoridade e grafia, fui arrebatada! Sua inclusão no post Nomes de Bruxas - Parte II foi perfeita! É um nome diferente e incomum envolto por uma aura gótica que exala mistério. Por outro lado, através de sua vertente geográfica, está bem próximo de Siena, também nome de uma cidade italiana. Ravena é mais um nome locacional que mostra sua força como nome próprio.
Ravena (no original italino Ravenna) é o nome de uma cidade no nordeste da Itália, próxima a Bolonha. Foi capital do Império Romano durante a maior parte do século V (402-476). Possui grande riqueza histórica e cultutal; é conhecida por sua arquitetura romana bem conservada e por seus fantásticos mosaicos bizantinos. Tem ainda grande conexão com o mundo literário: Dante menciona Ravena em sua obra Inferno e a cidade também serve como o local de seu descanso final; Oscar Wilde e o poeta alemão Herman Hesse escreveram poemas sobre a cidade; Lord Byron morou lá; foi o cenário da tragicomédia The Witch (1616), de Thomas Middleton. A origem de seu nome é obscura, mas uma teoria sugere que derive de Rasna ou Rasenna, nome que os etruscos usavam para si mesmos. Seria um indicativo de que esses foram um dos primeiros povos a se instalar no local.
Mas nem só da Itália vive Ravena: também é considerada (assim como Ravenna), uma elaboração feminina para Raven, nome unissex que em inglês significa literalmente corvo. Essa é uma associação fantástica que deixa Ravena cada vez mais intrigante, ora vejamos: o corvo é conhecido por sua astúcia, inteligência e por sua bela plumagem negra. Na Grécia era o mensageiro dos deuses, com funções proféticas - consagravam-no ao deus Apolo. Entre os celtas era também considerada uma ave profética e os gauleses o viam como um animal sagrado. Na mitologia escandinava são os companheiros de Odin e representam o princípio da Criação. Na heráldica é símbolo de longevidade e constância. Os povos nativo-americanos o reverenciam e no Gênesis simboliza a perspicácia. Na Idade Média se acreditava que os corvos seriam os animais de companhia das bruxas.
Um fator que dá mais charme à Ravena é a sua raridade, é pouco usual. De acordo com o censo demográfico do IBGE existem 3.169 pessoas de nome Ravena em todo território brasileiro, sendo que só começou a ser utilizado a partir da década de 70 e atinge seu melhor momento na atualidade. Tem mais visibilidade na região nordeste, com destaque para o estado do Piauí. Ravenna é mais incomum ainda: sua frequência é de apenas 254 pessoas. Ravena obteve 8 registros no estado de São Paulo em 2016; a grafia Ravenna conseguiu 5. Em 2015 foram 5 registros para Ravena e 3 para Ravenna.
Acredito que em Portugal seja um nome desconhecido, já que nunca foi registrado durante a maior parte do século XX e nem recebeu registros em anos recentes.
Nos Estados Unidos também é incomum, sendo Raven mais utilizado. Existem no total 241 Ravennas norte-americanas e somente 5 Ravenas. Em 2015 Ravenna foi registrado 26 vezes e Ravena não foi registrado.
As referências entre pessoas públicas são poucas, mas na ficção é mais lembrado:
Fontes Consultadas:
Appellation Mountain, ARPEN/SP, Behind the Name, Dicionário de Nomes (Nelson Oliver), IBGE, IRN, Nameberry, Names Org, O Blog dos Nomes, Significados, SPIE, Wikipédia.
Ravena (no original italino Ravenna) é o nome de uma cidade no nordeste da Itália, próxima a Bolonha. Foi capital do Império Romano durante a maior parte do século V (402-476). Possui grande riqueza histórica e cultutal; é conhecida por sua arquitetura romana bem conservada e por seus fantásticos mosaicos bizantinos. Tem ainda grande conexão com o mundo literário: Dante menciona Ravena em sua obra Inferno e a cidade também serve como o local de seu descanso final; Oscar Wilde e o poeta alemão Herman Hesse escreveram poemas sobre a cidade; Lord Byron morou lá; foi o cenário da tragicomédia The Witch (1616), de Thomas Middleton. A origem de seu nome é obscura, mas uma teoria sugere que derive de Rasna ou Rasenna, nome que os etruscos usavam para si mesmos. Seria um indicativo de que esses foram um dos primeiros povos a se instalar no local.
Mas nem só da Itália vive Ravena: também é considerada (assim como Ravenna), uma elaboração feminina para Raven, nome unissex que em inglês significa literalmente corvo. Essa é uma associação fantástica que deixa Ravena cada vez mais intrigante, ora vejamos: o corvo é conhecido por sua astúcia, inteligência e por sua bela plumagem negra. Na Grécia era o mensageiro dos deuses, com funções proféticas - consagravam-no ao deus Apolo. Entre os celtas era também considerada uma ave profética e os gauleses o viam como um animal sagrado. Na mitologia escandinava são os companheiros de Odin e representam o princípio da Criação. Na heráldica é símbolo de longevidade e constância. Os povos nativo-americanos o reverenciam e no Gênesis simboliza a perspicácia. Na Idade Média se acreditava que os corvos seriam os animais de companhia das bruxas.
Um fator que dá mais charme à Ravena é a sua raridade, é pouco usual. De acordo com o censo demográfico do IBGE existem 3.169 pessoas de nome Ravena em todo território brasileiro, sendo que só começou a ser utilizado a partir da década de 70 e atinge seu melhor momento na atualidade. Tem mais visibilidade na região nordeste, com destaque para o estado do Piauí. Ravenna é mais incomum ainda: sua frequência é de apenas 254 pessoas. Ravena obteve 8 registros no estado de São Paulo em 2016; a grafia Ravenna conseguiu 5. Em 2015 foram 5 registros para Ravena e 3 para Ravenna.
Acredito que em Portugal seja um nome desconhecido, já que nunca foi registrado durante a maior parte do século XX e nem recebeu registros em anos recentes.
Nos Estados Unidos também é incomum, sendo Raven mais utilizado. Existem no total 241 Ravennas norte-americanas e somente 5 Ravenas. Em 2015 Ravenna foi registrado 26 vezes e Ravena não foi registrado.
As referências entre pessoas públicas são poucas, mas na ficção é mais lembrado:
- Pia Ravenna (1894-1964) - nascida Hjördis Sophie Tilgmann, foi uma artista musical finlandesa;
- Ravena - heroína dos quadrinhos da DC Comics. É uma mutante com poderes telepáticos, mágicos e telecinésicos. Faz parte da equipe dos Jovens Titãs;
- Ravena - girlband formada no programa X-Fator Brasil;
- Rainha Ravenna - nome da madrasta da Branca de Neve interpretada por Charlize Theron no fime Branca de Neve e o Caçador (2012).
Na grafia Ravenna é o nome de localidades nos Estados Unidos e Canadá e também de um gênero de borboletas.
Ravena é um nome forte com um toque de excentricidade e pitadas esotéricas. Sua sonoridade é ao mesmo tempo exótica e familiar, pois tem a mesma terminação do popular Helena. Acho que Ravena & Mainá (outro pássaro negro), Ravena & Apolo e Ravena & Odin fariam belos pares para irmãos.
A imagem mental que Ravena me passa é a de uma menina inteligente, estilosa e muito conectada com o mundo místico. Enfim, acho Ravena um nome instigante e enfeitiçante!
A imagem mental que Ravena me passa é a de uma menina inteligente, estilosa e muito conectada com o mundo místico. Enfim, acho Ravena um nome instigante e enfeitiçante!
Fontes Consultadas:
Appellation Mountain, ARPEN/SP, Behind the Name, Dicionário de Nomes (Nelson Oliver), IBGE, IRN, Nameberry, Names Org, O Blog dos Nomes, Significados, SPIE, Wikipédia.
