Conhecer uma Aida pequenina em Portugal e no Brasil será um verdadeiro achado!
Embora tivesse sido relativamente comum entre a população portuguesa noutros tempos,
nos últimos anos Aida tem vindo a
desaparecer do campo de escolhas das famílias portuguesas.
Em 2013 nasceram quatro meninas com este
nome em território lusitano e em 2014 nasceram três, e mais uma quarta menina
com o composto Aida Carolina! Uma opção que considero bem
harmoniosa e delicada! Acredito que segundos nomes terminados em –ina podiam
ser uma excelente opção para compor com Aida
(por exemplo: Aida Cristina, Aida Martina ou Aida Valentina). Em 2015, nasceram também três pequenas meninas com este nome!
Aida
trata-se de um nome de origem árabe, que significa o regresso, aquela que
regressa ou a visitante, a visita! São significados bem
interessantes que podem ser trabalhados, novamente, em compostos que liguem outros
elementos igualmente interessantes do ponto de vista do significado como Aida Benedita (a visita abençoada) Aida Luzia (a que regressa da luz), Aida Oceana, Aida Paz, Aida Rosa ou Aida Serena.
Como comecei por dizer, o uso deste nome
nunca foi propriamente raro em Portugal. Durante grande parte do século XX, nasciam,
por ano, mais de 100 Aidas, tendo
este número sido superior a 200 registo no ano de 1962! É provável, portanto,
que se conheça alguma senhora acima dos 35 anos com este nome e, como a partir
da década de 80 o uso do nome decresceu significativamente, é também provável
que o nome hoje seja considerado ultrapassado.
E, como o português é uma língua matreira,
pode ser um obstáculo ao uso do nome o facto de ser constituído por dois
elementos (ai + da) independentes na nossa língua, que juntos formam uma expressão de
surpresa ou constatação de perigo/lamento (ex: “ai da minha vida!”). Não creio, no entanto, que este aspeto seja tão
impeditivo quanto isso, afinal de contas, Aida
é um nome válido e extremamente melódico!
Tem vínculos musicais muito demarcados
também, ao ser o nome da ópera homónima criada pelo italiano Giuseppe Verdi em 1871! A ópera retrata a vida de uma princesa etíope tornada
escrava no Egipto que morre heroicamente para defender e salvar o seu povo! Temos,
portanto, uma referência bem interessante do ponto de vista do empoderamento
feminino para nos guiar!
Pessoalmente, confesso que Aida nunca me fascinou particularmente, mas depois de o conhecer melhor consigo atribuir-lhe uma beleza muito singular e passei a apreciá-lo!
Pessoalmente, confesso que Aida nunca me fascinou particularmente, mas depois de o conhecer melhor consigo atribuir-lhe uma beleza muito singular e passei a apreciá-lo!
Que dizem de Aida?
