Nem todos os nomes nos transmitem a mesma sensação, e um mesmo nome pode ser visto de maneiras diferentes, dependendo da pessoa. Face a Inácio, acho que a reacção seria quase unânime: antigo. Uns até completariam com “nome de velho”. Eu fico-me por antigo e adoro.
Deriva de Egnatius, de origem etrusca. A escrita foi depois alterada para Ignatius para que se assemelhasse à palavra latina ignis, “fogo”.
Uma das personalidades mais conhecidas com este nome é Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, cujos membros são os jesuítas. O seu nome de nascimento era Íñigo López.
Hoje em dia é um nome muito pouco usado em Portugal, sendo que os registos não chegam sequer aos 10 por ano (em 2011 e 2012 teve 4, em 2013 teve 2 e no ano passado, 8). Tenho pena que sejam poucas as pessoas que vêem em Inácio um bom nome para darem a um filho, porque sinceramente acho-o carregado de qualidades – tradicional, com uma sonoridade forte e delicada ao mesmo tempo, de fácil escrita e compreensão. Consigo encaixá-lo no mesmo grupo dos sensacionais Francisco, Martim, Tomás, Duarte, Pedro, Dinis, Simão, José, e também no grupo dos que começam a fazer-se notar, aqui e ali: Samuel, Xavier, Artur, Joaquim, Tomé, Jaime, por exemplo. Nomes que, tal como Inácio, considero – para além de antigos – simples.
Gosto muito de Inácio e usá-lo-ia sem problemas, e vocês?
Maria Pilar Monteiro.
