Mendo remonta à Península Ibérica
e faz-nos sempre recuar à Idade Média onde foi um nome comum entre nós, o que
consegue justificar a quantidade de Mendes que existem à nossa volta. Mendes é
o patronímico de Mendo, portanto havia por aí espalhados muitos filhos de
Mendo's.
Mendo anda aparentemente adormecido... se calhar para os mais cépticos
não irá “ressuscitar” de todo e dão-no como “morto”. Mas eu cá não acredito
nisso! Pessoalmente acho que é perfeitamente usável e bem mais engraçado do
que muitos que andam para aí na berra. É uma forte alternativa, para quem
gosta de um estilo mas não quer ter “mais um x”, porque, embora não seja
verdade absoluta, sabemos que se temos uma maior tendência para gostar de nomes
medievais, por norma, até engraçamos com este.
Existem algumas teorias quanto à
sua origem: uma de que deriva do visigótico
Hermengilt (sacríficio total) > Menendo
> Mendo;
outra que deriva do latim Menendus > Menendo > Mendo ; e ainda encontrei que este poderá derivar de uma figura da
mitologia egípcia Mêendiz ou Menindiz. Esta última é a que menos me
convence.
Uma coisa é certa, Mendo deriva,
através da abreviação da forma arcaica Menendo. E a própria forma Mendo levou ao
nome Mem, que surgiu da abreviação deste.
Tanto Mendo como Mem, não são de
todo comuns, aliás nem conheço nenhum, velho ou novo. Mas uma coisa é certa,
lembro-me sempre de lendas (por exemplo a de Sete Ais, que “explica” a origem
da Serra de Seteais), de terras (Mem Martins, em Sintra, e Castelo Mendo em
Almeida na Beira Interior), que estão associadas a alguém que era detentor
deste nome e a personagens históricas.
Margarida Rebelo Madeira.
