Hoje escrevo sobre um dos meus nomes preferidos e para mim, é lindíssimo!
Sei que sou uma excepção e, tal como acontece com Ricarda, as pessoas tendem a sentir um pequeno arrepio do tímpano até ao dedo grande do pé, que lhes provoca uma expressão facial estranhíssima por uns breves segundos, quando ouvem ou lêem este nome.
Ricardina é uma das formas femininas da lingua portuguesa de Ricardo, sendo a que mais se aproxima da forma inglesa Richardine, também ela uma das versões femininas de Richard.
Se Ricardo deriva do anglo-saxão, então Ricardina também.
Se rik e hard remetem a príncipe forte ou príncipe corajoso, então consigo vê-lo como um nome apropriado para uma menina ou mulher graciosa como uma princesa, mas bastante astuta e corajosa.
Gosto deste nome desde criança, culpa da televisão, ou antes, da primeira telenovela de época portuguesa: Ricardina e Marta. Foi aqui que pela primeira vez o ouvi e desde aí que gostei.
Ricardina e Marta representam dois tipos de mulheres, também de duas obras diferentes de Camilo Castelo Branco. Sendo que Ricardina representa o amor triunfante que ultrapassa barreiras e sobrevive à separação – admitamos isto para uma menina pequena, que não percebe nada dos factos históricos que ali se passam, é uma história de amor e isso pode marcar um nome. Gosto muito do som do nome, mas esta telenovela de época fê-mo-lo ver como um nome romântico, gracioso e corajoso.
Depois li o livro em adulta... destestei! A personagem não me pareceu assim tão graciosa ou corajosa. Mas o gosto pelo nome não se esbateu, nem a forma como o via o nome mudou.
É um nome que tenho muita pena que tenha pouca credibilidade, por exemplo na lista dos nomes registados em 2014, apenas encontrei uma Célia Ricardina, mais nada.
Margarida Madeira.
Acham mesmo que é um nome sem qualquer hipótese?! Eu não!
