No germânico antigo o elemento avi, de significado desconhecido, mas
potencialmente desejada/o, formou a
palavra Ávila que foi utilizado no
passado como nome próprio e deu, inclusive, nome a uma terra em Espanha, onde
nasceu a famosa Santa Teresa de Ávila. Ávila em Portugal não é admitido como nome próprio, mas o seu
diminutivo é: Avelina! Isso mesmo!
Avelina é
um nome conhecido pelos portugueses e brasileiros, mas o seu uso em
determinadas épocas tornou-o conhecido por ser um nome datado, ou, conforme a
gíria “nome de velha”. Pessoalmente, adoro o seu ar vintage e a colocação estratégica dos “a”, que o tornam sonoramente
muito bonito. É também uma palavra francesa (pouco comum) para avelã, o que
torna ainda mais simpático! No entanto, creio ser mais interessante apresentar
as versões mais contemporâneas do nome, que têm um ar mais fresco e mais
jovial. Falo precisamente de Evelina
e Eveline, duas grafias diferentes,
ambas aceites em Portugal, que correspondem a uma evolução do nome Avelina.
Temporalmente, Evelina foi a primeira variante a existir, sendo um nome muito
comum na Suécia, sobretudo na década de 90, onde o seu uso rondava a casa dos
30 no ranking nacional de nomes femininos mais usados. E ainda que o seu uso
tenha vindo a diminuir desde então, em 2012, Evelina ainda se encontrava no top 100. O nome foi reavivado em terras anglófonas por Fanny Burney através do seu
romance Evelina (1778), sendo também
o nome de Evelina de Rothschild
(1839-1866), a filha de um importante membro do Parlamento Inglês, e o nome de
uma personagem da série Dr. Who (Ep. Fires
of Pompeii), onde é apresentada como profeta.
Eveline,
por sua vez, é tido como uma variação de Evelina,
sendo o seu uso particularmente comum em França, Inglaterra e Holanda. Em
França este foi um nome bem-amado nas décadas de 40 e 50, e como estaria
associado a uma geração específica, acabou por ficar como a nossa Avelina, lamentavelmente circunscrito a
uma certa faixa etária. Eveline é
também a protagonista de um conto escrito pelo famoso autor James Joyce.
Os dados estatísticos de 2014 (Portugal)
permitem-nos delinear uma ideia do uso destes nomes, sendo que Avelina teve apenas um registo (e foram
registados os compostos Avelina Maria, Ester Avelina e Leonor Avelina); Evelina teve apenas
um registo, sem compostos; e Eveline
foi registado quatro vezes e nos compostos Eveline
Isabel, Eveline Maia e Yara Eveline. Teria muito gosto em ver estes nomes, independentemente da
versão, nas listas dos futuros papás portugueses e brasileiros!
Joana
Recharte.
Qual é a vossa versão favorita? Usariam
algum?
