Hoje venho provar que, com uma mente aberta, paciência e um pouco de hábito, é possível gostarmos de um nome que antes detestávamos. Sim, eu antes detestava Tatiana. Primeiro, nunca fui grande fã da terminação –ana. Segundo, lembrava-me outros nomes igualmente horríveis para mim (que ainda hoje o são). No entanto, como a minha mãe igualava Tatiana a nomes que eu adorava (e adoro), passei a gostar dele também – é como associar uma música a um local agradável ou a alguém que gostamos, e passarmos a gostar dessa música.
O meu primeiro contacto com Tatiana foi então graças à minha mãe, que de vez em quando me dá a ler uma revista espanhola cheia de estilo, a ¡Hola!, onde li sobre duas personalidades imponentes: Tatiana Santo Domingo, casada com o Príncipe Andrea Casiraghi, filho mais velho da Princesa Carolina do Mónaco; e a Princesa Tatiana da Grécia e da Dinamarca, casada com o príncipe Nicolau da Grécia e da Dinamarca. Adorando Nicolau como adoro, foi fácil passar a gostar do nome da princesa. Monarquias e famílias reais – assunto que sempre me fascinou – passou a ser a minha nova definição de Tatiana.
Outra princesa conhecida com este nome foi Tatiana Constantinovna da Rússia, terceira filha do grão-duque Constantino Constantinovich da Rússia e da grã-duquesa Isabel Mavrikievna.
Tatiana tem origem no nome romano Tatianus, que por sua vez deriva de Tatius. Seu significado mais provável é aquela que pertence ao pai. Santa Tatiana de Roma é a santa padroeira dos estudantes e uma mártir venerada pela Igreja Ortodoxa (foi a responsável por fazer o nome se popularizar na Rússia). Na Grécia, é conhecida como Santa Tânia, diminutivo de Tatiana – pessoalmente prefiro o diminutivo Tiana.
Em Portugal, em 2012, foram registadas 109 meninas com este nome, mas desde então o número tem descido: 77 em 2013 e 65 em 2014. Este último valor colocou Tatiana na 75ª posição do ranking português, acima de Irina, Caetana e Eduarda, nomes considerados por muitos como elegantes e imponentes.
No Brasil a frequência de Tatiana é de 142.196 pessoas, seu pico de popularidade foi na década de 1980 e o estado onde é mais usual é no Rio de Janeiro. Há ainda a frequência de 209.635 pessoas para a variante Tatiane, também mais popular durante os anos 80. Esta grafia é mais comum no estado do Paraná.
No Brasil a frequência de Tatiana é de 142.196 pessoas, seu pico de popularidade foi na década de 1980 e o estado onde é mais usual é no Rio de Janeiro. Há ainda a frequência de 209.635 pessoas para a variante Tatiane, também mais popular durante os anos 80. Esta grafia é mais comum no estado do Paraná.
Acho que Tatiana se integra no lote de nomes fortes e compridos que os portugueses tanto gostam, como Matilde, Mariana, Carolina, Francisca, Mafalda, Madalena, Constança, Benedita, por exemplo. Além disso, está ligado a um mundo que agrada a muita gente, cheio de requinte: as casas reais do Mónaco, da Rússia, da Grécia e da Dinamarca.
Maria Pilar Neto.
E vocês gostam deste nome, ou passaram a gostar?
