Nome masculino raramente ouvido hoje em dia.
Vem do grego elsion que significa, em
tom quase épico, a planície da chegada!
É um nome que vive de um elo interessantíssimo à Grécia Antiga, mas que hoje em
dia não encanta as famílias portuguesas e brasileiras.
Na Mitologia Grega os Campos Elísios eram o
Paraíso, lugar onde as almas poderiam descansar dignamente após a morte em
campos longos, cujo o fim a visão não alcançava. Campos verdes, floridos,
cheios de vida e felicidade. Numa visão maravilhosamente pacífica.
Curiosamente, os franceses recuperaram esta
denominação para batizar uma das principais artérias de comunicação da cidade
de Paris, a famosa Avenue des Champs-Élysées. Marco urbanístico da cidade,
vulgarmente aclamada a avenida mais bonita do mundo!
Por tudo isto, podemos olhar para Elísio como um nome divinal ou paradisíaco,
tal como olhamos para nomes como (Maria do) Céu ou até mesmo Éden. É um nome que evoca o descanso
merecido após uma vida de agitação, uma recompensa divina, uma vitória da alma.
O significado e a associação podem ser das mais especiais que existem no mundo
dos nomes próprios!
Em Portugal, entre 1920 e 1980, Elísio apresentou
um perfil bastante coerente, rondando sempre os 30 registos anuais. No final da
década de 70, no entanto, começou a decrescer, numa quebra que se verifica até
aos nossos dias: 4 nascidos em 2014, 2 em 2015 e apenas 1 em 2016. No Brasil,
por sua vez, o cenário é igual. 5000 registos ao longo de várias décadas, mas entre 2015 e 2016 nasceram apenas quatro
crianças com este nome em São Paulo, duas em cada ano. Estes são indicadores
claros de desuso.
Acredito que o calcanhar de Aquiles de Elísio é mesmo a terminação que
habitualmente é associada a outros nomes mais antigos e pesados, que não têm
encontrado lugar no século XXI. Talvez Eliseu
seja uma alternativa mais aceitável para a população em geral, em Portugal
muito pela popularidade do jogador de futebol.
Fontes
Consultadas:
Ana Belo (1997) Mil e tal nomes próprios, ARPEN/SP,
IBGE, IRN e SPIE.
