Kevin, um recente permitido na nossa
temível lista de nomes aceites e proibidos em Portugal, até então,
evidentemente proibido mas que sempre obteve registos, pois trata-se, sem
dúvida, de um nome adorado por muitos, sendo anteriormente Kévim e Quévin
as únicas formas possíveis de o registar, e, não sei como, mas houve mesmo quem
tivesse a ousadia de o utilizar com este aportuguesamento. A verdade é que hoje
em dia já não está restrito a pessoas com dupla nacionalidade ou originárias de
outro país.
Kevin foi anglicizado do nome irlandês Caoimhín,
derivado do nome irlandês antigo Cóemgein que significa “o que nasceu
belo” ou “o que nasceu gentil”,
através dos elementos cóem (gentil, belo)
e gein (nascimento). Tornou-se
popular nos países falantes de língua inglesa a partir do século XX.
A
minha maior referência a este nome é o personagem principal rebelde e astuto da
eterna saga de filmes natalícios Sozinho
em Casa, o pequeno Kevin que todos
os Natais nos delicia com as suas travessuras. Outras referências a este nome
são Kevin Bacon, Kevin Costner, Kevin Hart, e Kevin Jonas,
que são, entre outras atividades, atores norte-americanos.
Se
até então Kevin, nesta grafia, tinha
sido proibido em Portugal, no Brasil sempre houve abertura para tal, mas mesmo
assim, houve em 2015, com base no ranking
fornecido por São Paulo, quem gostasse de o “alterar” (estropiar) e utilizar como Kevyn (108) ou até mesmo Keven
(65), entre outros, porém foi a grafia original a mais registada
contando com 549 registos.
Kevin foi aceite em Portugal no passado ano
2015, porém ainda houve uns meses em que esta grafia foi proibida, mas ainda
assim, conseguiu 90 registos. A grafia Kévim foi registada 69 vezes, Quévin,
9 e Kévin, 3. Concluo que não são só os
brasileiros que gostam de estropiar.
Para
ser sincero, não gosto de ver Kevin
seguido de outro nome próprio, gosto dele sozinho, acho-o extremamente difícil
de conjugar e portanto, nenhum composto registado em 2014 me agradou, mas se
tivesse que escolher um, escolheria Kevin
Jair.
Confesso
que sei que há quem tenha preconceito com este nome, de que Kevin é apenas utilizado (a nível de
Portugal e Brasil) em bebés de classes baixas associadas à incultura e/ou
delinquência. Eu não partilho desta opinião. Sempre vi este nome como um
clássico americano do qual não prescindo nas minhas listas de nomes favoritos.
Está bem alto nos meus tops e só algo
de muito terrível o poderá tirar de lá. Eu não tenho vergonha de dizer, eu
adoro Kevin, e com certeza o usaria.
E vocês, compartilham a mesma opinião?
E vocês, compartilham a mesma opinião?
