Mostrando postagens com marcador Mia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de maio de 2015

Mia


Hoje abordo um nome um pouco diferente dos que tenho falado. Um nome curtinho, moderno e internacional: Mia.


Parece correcto afirmar que Mia surgiu como diminutivo de Maria, não só em Portugal mas também noutros países, como por exemplo na Escandinávia, Holanda e Alemanha. É usado em países de língua inglesa, alemã, holandesa, sueca, norueguesa, escandinava e dinamarquesa. Mia é ainda a palavra italiana para “minha”, detalhe que acho simplesmente amoroso! 

É de compreensão, escrita e pronúncia fáceis, tendo em conta que o “m” está nos primeiros sons que um bebé produz. Com uma sonoridade doce e agradável, Mia começa a cativar portugueses, conclusão que se retira dos registos nos últimos três anos: 66 em 2012, 96 em 2013 e 78 em 2014. Estes 78 registos colocaram Mia na 72ª posição do ranking nacional. Ainda assim, alguns encaram-no como “demasiado curto para ser nome” e expressam comentários depreciativos como “só serve para diminutivo” ou “é a forma do verbo miar”. Discordo destas opiniões. Ou melhor dizendo, não creio que sejam motivo para desistir do nome. E passo a explicar porquê:
  • “Demasiado curto para ser nome” e “Só serve para diminutivo” são frases que já não afectam quem procura nomes diferentes, modernos, bonitos. Veja-se o exemplo dos curtinhos Ema, Lia e Noa que atingiram posições excelentes. No ano passado, Ema teve 244 registos, Lia 147 e Noa 91. A subida deste último foi impressionante: em 2012 tinha apenas 27 registos, em 2013 já tinha 52 e em 2014 chegou quase aos 100. Dito isto, e com apenas uma letra de diferença para Lia, acho que Mia, que partilha com Ema o som doce da letra “m”, tem tudo para ser mais usado. Claro que ainda temos o famoso caso de Ana, o três-letrinhas mais conhecido e apreciado de Portugal, já há vários séculos;
  • “É a forma do verbo miar” pode assustar muitos pais que até ponderam usar Mia, mas receiam que tomem a criança por um felino. Acho que nenhuma Mia corre esse perigo, até porque quem diz isso está perfeitamente habituado a nomes que também já receberam comentários negativos. Alguns exemplos: Sara, conjugação do verbo sarar. Bárbara, menina que destrói tudo. Clara, irmã da gema. Alice, parece “alce”. E podia dar ainda mais exemplos. Hoje, estes nomes que citei são muito usados e bem vistos pelos portugueses. Foi só uma questão de coragem da parte dos pais e hábito da parte dos restantes para que Sara, Bárbara, Clara e Alice chegassem onde estão agora, no auge do top 100. Mas há mais. Mia tanto é nome próprio como diminutivo de vários nomes (Maria, Emília, Camila, Marta…). E são as próprias portadoras que fazem questão de serem assim tratadas. Ora, se Mia fosse realmente uma associação perigosa, por fazer lembrar aqueles focinhos fofinhos, iria alguém dizer “Chamo-me Maria mas prefiro que me tratem por Mia”? Eu acho que não. E mesmo que até façam essa associação, não vejo como é que um gato querido insulta alguém.
Futuros pais de uma Mia: não desistam deste nome tão bonito e cheio de qualidades! 

A nível internacional, os atributos de Mia são já perfeitamente conhecidos, o que o torna mais bem cotado. No ano passado, no Reino Unido, Mia foi o 14º nome mais usado, o que aqui equivaleria a Francisca. Nos Estados Unidos, no mesmo ano, ficou na 6ª posição, à frente de Emily, Madison e Charlotte. Na Suíça, há três anos, ficou em primeiríssimo lugar. 

Sabendo que grande parte das tendências portuguesas são fruto de influência estrangeira, e olhando para os registos de Ema, Lia e Noa, diria que Mia está mais que pronto para subir nos rankings. Não fosse eu uma Maria, usaria Mia sem hesitação.


Maria Pilar Monteiro.