segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Haydée - Atendendo a Pedidos


De sonoridade melodiosa e diferenciada, a mesma de nomes como Aimée e Desirée, partilhando com estes também a grafia exuberante que fica gravada na mente, Haydée saiu diretamente das páginas dos livros onde brilhou como heroína literária. É mais um antropônimo criado para personagens fictícias que caiu nas graças do mundo da onomástica.

Haydée é a forma espanhola e francesa de Haidee, nome inventado pelo poeta britânico Lord Byron para uma personagem em seu poema épico Don Juan (1819). Acredita-se que Byron criou Haidee a partir do grego aidoios, cujo significado é modesta, reverente. Mais tarde, na grafia Haydée, foi usado por Alexandre Dumas para o famoso romance da literatura francesa O Conde de Monte Cristo (1844). Nesta mesma escrita também foi utilizado pelo compositor francês Daniel Auber para sua ópera Haydée, ou Le Secret (1847).

Apesar de fazer parte de tão aclamadas obras, Haydée nunca foi um nome popular pelo mundo, seu uso é discreto. De 1880 até 2017 foi registrado 3.208 vezes nos Estados Unidos (no mesmo período a escrita Haidee totalizou 587 nascimentos). 

Segundo o IBGE sua frequência em todo o Brasil é de 1.489 pessoas, a maioria residente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Seu pico de uso se deu durante os anos 30. A grafia Haidee conta com a frequência de 510 pessoas e Haidê possui 1.419 representantes. A forma aportuguesada Aidê se sai melhor, sua frequência é de 6.359 pessoas. O IBGE informa ainda a existência da escrita Aidée, que totaliza 225 portadoras. Em 2017 nenhuma grafia pontuou no estado de São Paulo.

Em Portugal não faz parte da lista de nomes admitidos, sendo raríssimo em terras lusas.

Personalidades:
  • Haydée Figueiredo - atriz brasileira;
  • Haydée Mercedes Sosa (1935-2009) - cantora argentina;
  • Haydée Politoff - atriz francesa;
  • Haydée Ramírez - atriz e modelo colombiana;
  • Haydée Santamaría (1923-1980) - guerrilheira cubana;
  • Haydée Tamara Bunke (1937-1967) - guerrilheira argentina que lutou ao lado de Che Guevara na Bolívia;
  • Haidee Tiffen - treinadora e ex-jogadora de críquete neozeolandesa;
  • Haidee Wright (1867-1943) - nome artístico de Ada Wright, atriz inglesa;
  • Márcia Haydée - bailarina e coreógrafa brasileira.
Para mim Haydée evoca o charme francê e sua sonoridade me encanta. Pode agradar pais que gostam de literatura e procuram por um nome raro. Adoraria conhecer uma pequena Haydée nos dias de hoje!

Haydée te surprendeu? Já conheciam sua faceta literária?

Leia também:

Fontes Consultadas:
ARPEN/SP, Behind the Name, IBGE, IRN, Nameberry, Names Org, Wikipédia. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Homenagens - Sim ou Não?


As homenagens são um tema delicado e que não é fácil de abordar. Ao mesmo tempo, considero imprescindível ter esta rubrica aberta para discussão no nosso Blog. Há muito a ter em conta num tema só e por isso torna-se difícil escrever sobre ele e até "opinar" de ânimo leve. 

Então, para quebrar o gelo, começo por dizer que não tenho absolutamente nada contra homenagens. Quem deseja homenagear alguém da família ou algum amigo, quer esteja vivo ou que infelizmente já não se encontre entre nós, penso que é super válido e até uma atitude nobre.  Mas temos de ter em conta outras situações, por exemplo, até pode acontecer o caso de o casal não desejar fazer a homenagem, mas simplesmente o gosto em comum fê-los chegar à conclusão que o nome certo seria o mesmo que a tia-avó da mãe tem ou que o bisavô do pai tinha. Às vezes não é uma homenagem feita de propósito, mas pode parecer uma e isso pode levar o próprio casal a ficar incomodado e a ponderar se deve mudar o nome ou não. Ou então podem lidar com a ocorrência na maior e não se importarem com o que os restantes pensam desde que estejam seguros da escolha do nome do filho. 

Percebem o que digo quando afirmo que este tema é sensível? Há muitos parâmetros a ter em conta.

O meu próprio nome é uma homenagem. Acho que nunca abordei isto no Blog, mas tenho um nome composto: Ana Jorge. Não aprecio e por isso não o uso, mas tenho muito orgulho de levar comigo o nome do meu avô materno. Durante muitos anos detestei ter um nome misto, no meu caso não era a homenagem que eu não gostava, até porque adoro o meu querido avô, o que me deixava incomodada era ter um nome de rapaz no meu nome. Quando me passou a fase da aborrecência, aceitei simplesmente e passei a olhar apenas para o lado da homenagem e esquecer que tinha uma composição com um nome masculino. 

E agora, pode parecer um bocado contraditório, mas eu e o meu namorado adoramos o nome Artur (e olhem que é muito difícil nós termos gostos onomásticos masculinos parecidos) e certamente seria uma das opções mais óbvias a termos em consideração na nossa lista. Mas querem saber a melhor? Eu mesma vetei o nome por não querer que parecesse uma homenagem. É verdade... em casa de ferreiro o espeto é de pau. O nome do meu avô paterno é Artur e para não ferir suscetibilidades do resto dos membros da família disse não a um dos nossos nomes preferidos masculinos. E porquê, podem perguntar vocês. Porque em primeiro lugar temos outros nomes, poucos, que gostamos em comum e por isso Artur não era a nossa única opção e depois porque de certa forma parecia-me injusto vir a ter um filho Artur e não Adelino (nome do avô materno do meu namorado). Não sei se me faço entender, mas existindo esse conflito dentro de mim, não o poderia simplesmente ignorar e achei que seria mais fácil esquecer Artur.  

Portanto, para mim o uso de uma homenagem num filho estaria fora de cogitação, mas tenho na família casos, como todos nós devemos ter e não vejo mal nenhum nisso. O caso mais recente é do meu sobrinho Mário que tem o mesmo nome do avô do meu cunhado que infelizmente já faleceu. E o nome do meu sobrinho foi escolhido mesmo para homenagear uma das pessoas que o meu cunhado mais amou na vida e acho isso lindo. 

Depois de tudo isto e do meu testemunho, pergunto-vos: O que pensam sobre homenagens? Usavam? Gostam? Nunca na vida? Deixam as vossas histórias nos comentários.

Fontes Consultadas:
O Blog dos Nomes.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Jafar - Atendendo a Pedidos



Jafar, um nome árabe que se tornou conhecido graças ao malvado feiticeiro do filme Aladim. Quem viu nunca esquece o alto e magro bruxo que tinha como comparsa o papagaio Iago, também ele bem malvado.

Jafar é um nome masculino de origem árabe que significa corrente (corrente de um rio) e é particularmente usado no Irão.

Curto e forte, Jafar é o nome de um primo do Profeta Maomé, Jafar ibn Abi Talib, que morreu ao lutar contra os bizantinos no século VII. Um outro Jafar conhecido foi Jafar al-Sadiq, o sexto Iman Xiita (o segundo maior ramo do Islão). Mais recente temos o cineasta iraniano Jafar Panahi, conhecido pelo filme The White Baloon, de 1995, e famoso pela sua resistência à ditadura.

No Brasil, até 2010, tinha frequência de apenas 23 pessoas e não consta sequer dos gráficos dos anos anteriores.

Em Portugal Jafar não é um nome permitido. Nos últimos não teve um único registo, assim como não consta da base de dados da SPIE, onde podemos encontrar os números de registos nacionais desde 1920 a 1980.

Jafar é daqueles nomes que ficarão presos a uma personagem, uma bem caricata e malvada, parte de uma das animações mais acarinhadas de sempre. Jafar nunca saírá de Aladim e nós nunca esqueceremos esse Jafar.

Se conseguirmos nos abstrair da personagem, podemos apreciar Jafar como um nome forte e exótico. Talvez demasiado exótico para ser usado, mas não deixa se ser um nome merecedor da nossa atenção.

O que pensam sobre Jafar?

Leia também:
Nomes do filme Aladdin

Fontes Consultadas:
Nameberry, Behind the Name, Wikipedia, SPIE, IRN e IBGE e ARPEN/SP.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Marly - Atendendo a Pedidos


Existem alguns nomes que muito sucesso fizeram no passado, porém não conseguiram ultrapassar a barreira do tempo. Dentro da realidade brasileira Marly é um desses exemplos: permanece guardado no baú dos nomes antigos, nomeia senhoras que podem ser nossas mães, tias ou avós e sua força é suficiente para nunca ser esquecido.

Admito que até a elaboração desta pesquisa não sabia qual era a origem do nome Marly e fiquei surpresa em saber que ele surgiu primeiramente como sobrenome, virou nome geográfico e só depois assumiu sua posição como nome próprio feminino. De acordo com o site House of Names, Marly é o nome de uma localidade em Morlaix, na Bretanha, França. Em tempos passados os habitantes dessa região teriam recebido Marly como sobrenome, indicando sua origem. O significado de Marly seria madeira agradável ou prado agradável, em referência às características dos elementos naturais do local. 

Como os idiomas inglês antigo e médio não possuíam regras definidas de ortografia, os sobrenomes bretões possuem muitas variações ortográficas que no caso de Marly incluem Marley, Marlay, Marlee, Morly, entre outras.

Localidades francesas que levam o nome:

  • Marly - comuna francesa em Moselle;
  • Marly - comuna francesa na região de Altos da França;
  • Marly-le-Roi - onde estava localizado o Palácio Real Castelo de Marly, famosa residência de lazer do rei Luís XIV;
  • Le Port-Marly - comuna francesa no departamento de Yvelines.
Comunas Suíças:
  • Marly - município no distrito de Sarine, no Cantão de Friburgo, na Suíça;
  • Villarsel-sur-Marly
Como representante da vertente religiosa de Marly surge São Teobaldo de Marly (em francês Saint Thibaut), abade francês e santo. Nasceu no castelo de Marly, em Montmorency e foi treinado como cavaleiro. Canonizado em 1270, é comemorado liturgicamente em 8 de julho.

Na França é raro como nome próprio: de 1900 até o momento foram computados apenas 197 registros de meninas assim chamadas. A Holanda é o país onde Marly melhor se sobressai atualmente: em 2018 ocupou a posição #207 e se mantém no Top 300 desde 2013.

Porém nada se compara ao seu desempenho no Brasil: na escrita Marli é o nome de nada mais nada menos que 210.457 pessoas, o que o posiciona como o 76° nome feminino mais registrado no país até hoje. Seu pico de uso se deu na década de 1960 e é no estado de Santa Catarina que é mais usual. A grafia original, Marly, tem uma frequência bem mais discreta: 24.515 pessoas, a maioria também nascida durante os anos 60, mas desta vez no estado do Rio de Janeiro. Em 2017 Marly foi registrado 1 vez no estado de São Paulo, já a escrita Marli obteve 10 registros.

Em Portugal, até o momento, apenas a grafia Marli faz parte da lista de nomes admitidos, mas mesmo assim o nome é incomum em qualquer escrita e muito difícil de se ver em uma portuguesa. Seus registros antigos são ínfimos e em 2018 tanto Marly quanto Marli não pontuaram.

Personalidades:
  • Marly Bueno (1933-2012) - atriz brasileira;
  • Marly de Oliveira (1935-2007) - poetisa brasileira;
  • Marly Marley (1938-2014) - atriz, diretora teatral, crítica, jurada musical brasileira;
  • Marly Sarney - ex-primeira dama do Brasil.
O que mais me impressionou na pesquisa sobre Marly foi toda a sua forte conexão geográfica e histórica. Vale mencionar que sua pronúncia é parecida com Marie, a forma francesa de Maria, o que lhe dá uma certa bossa a mais, uma certa elegância. É um nome de valor com qualidades que fazem suas portadoras se encherem de orgulho!

Acham que Marly tem chances de voltar a brilhar ou seu destino é mesmo ficar no passado?

Fontes Consultadas:
ARPEN/SP, Behind the Name, House of Names, IBGE, IRN, Le Journal des Femmes, Nameberry, SPIE, Wikipédia.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Os Nossos Preferidos - Nomes dos Signos: Capricórnio



Por muito clichê que possa parecer, nós acreditamos que de facto, recordar é viver. Já abordámos tantos temas aqui no blog que depois dos anos passarem, acabam por ficar esquecidos. Em 2015 estreámos a rubrica dos Nomes dos Signos e 5 anos depois vamos reavivá-la com a rubrica dos Nossos Preferidos. Estamos em janeiro e o signo de Capricórnio está em vigência, por isso vamos escolher os nossos 3 nomes preferidos deste signo.

Ana Madaíl Carvalho:
  • Gaia - da palavra grega γαια, significa terra. Na mitologia grega, é a personificação da Terra, a Grande Mãe, criadora do Universo. Seu significado está relacionado ao elemento de Capricórnio (terra);
  • Atlas -  o significado do nome não é certo, mas são apontadas as seguintes possibilidades: não resistindo, aquele que não suporta, duro/endurecer e ainda montanha. A sua origem vem da mitologia grega. Nome de uma das luas do planeta Saturno, o regente de Capricórnio;
  • Violeta - nome literal de origem latina. É a flor que representa o signo.
Claudia Barata:
  • Violeta - ver acima;
  • Atlas - ver acima;
  • Ceres - nome da deusa romana da agricultura. Está relacionada ao elemento de Capricórnio.

Patricia Monteiro:
  • Dafne - significa loureiro e sua origem vem da mitologia grega. Dafne é o nome de uma das luas de Saturno;
  • Helena - significa tocha, chama e sua origem é grega. Também é o nome de uma lua de Saturno;
  • Dimitri - significa feito de terra e é a versão russa de Demétrio. Seu significado está relacionado ao elemento de Capricórnio.

E os seus nomes capricornianos  preferidos, quais são?

Para conhecer os Nomes do Signo de Capricórnio, clique aqui.

Fonte Consultada:
O Blog dos Nomes