Isolda,
a lendária princesa irlandesa que amou perdidamente um guerreiro da antiga
Cornualha durante tempos de guerra entre os dois reinos. É uma história de
amor, é uma história de (im)possíveis, é uma história de esperanças e
conquistas. Tristão e Isolda. É assim que o mundo os recorda.
Ao longo dos séculos, desde a Idade Média,
a sua história tem vindo a ser contada dia após dia, noite após noite, à roda
das fogueiras em noites de inverno, em dias quentes com brisas de verão. Tem
sido recontada também ao longo dos séculos através de livros, pinturas, óperas
(Wagner, 1895), filmes… E para recuperar essa magia, decidi, antes de redigir
esta publicação, rever o filme de 2006 para me inspirar. Acredito que temos de
tornar as nossas publicações o mais especiais possível, não só para o leitor
mas para nós mesmos, por isso, ontem, fui recordar uma das muitas versões desta
lenda que se acredita ter inspirado duas outras histórias de amor muito
conhecidas: a história de Lancelot
& Guinevere e a história de Romeu & Julieta.
Isolda
é, por tudo isto, um nome ultrarromântico, artístico e muito inspirador. Mas,
infelizmente, nem por isso tem sido um nome muito apreciado pelas nossas
populações. De acordo com os dados do SPIE, entre 1920 e 1980 foram registadas
em Portugal apenas 17 mulheres com este nome, ao passo que no Brasil, de acordo
com os Censos de 2010 existem atualmente cerca de 2000 pessoas com este nome,
sendo que foi mais usado na década de 60 e a partir de então tem vindo a
desaparecer. Nos nossos dias, Isolda
está bem afastada dos tops nacionais, não tendo sido registado uma única vez
nos últimos 3 anos em Portugal, nem uma única vez no Estado de São Paulo em
2015. O nome está claramente a atravessar uma crise e só o tempo ditará o seu
destino.
Entretanto, consigo apontar vários aspetos
positivos que o podem fazer repensar a sua opinião sobre Isolda, nomeadamente
ser um nome com vínculos à literatura, cinema e música, não apenas pela referência
à mítica Isolda, mas também pela
referência à brasileira Isolda Bourdot,
que compôs um sem-número de músicas que todos nós vamos conhecendo, a título de
exemplo o trecho: "Você foi o maior
dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci”. Traz-lhe
alguma recordação? :)
A origem do nome é incerta mas especula-se
que seja celta, com Ana Belo (1997) a avançar uma explicação através da qual Isolda evoluiu do gaulês Eysellt, que significa a justa. Outros advogam derivar-se do celta seullt que estaria associado a algo como
bonita de se ver. O Behind the Name também avança com a
possibilidade de Isolda advir do
germânico e aglomerar os elementos is
(gelo, ferro) e hild (batalha).
Posto isto, qual é a vossa opinião sobre Isolda?
Fontes
Consultadas:
Ana Belo (1997) Mil e tal Nomes Próprios, ARPEN/SP,
Behind the Name, IBGE, IRN, NameBerry, O Blog da Isolda, SPIE, Tristão e Isolda (2006), Wikipedia (Tristão e Isolda).
