Magda
é nome geográfico mais ou menos óbvio, remete para a cidade de Magdala uma cidade palestiniana da
época bíblica do Novo Testamento, situada junto às margens do Mar da Galileia,
sendo por isso conhecida como Magdala
Nunayya (Magdala dos Peixes). Em hebraico, Magdala era a palavra utilizada
para designar “torre” e é, presumivelmente, o nome da terra natal de Maria Madalena, originalmente Magalene,
que designava a sua origem. Neste sentido, confirma-se que Magda, ao ser um diminutivo de Magdalena,
é por extensão um nome geográfico.
Embora reconhecido entre o nosso povo, Magda nunca foi um nome extremamente
popular e se olharmos para os registos portugueses de 1920-1980 rapidamente
constatamos que durante vários anos – alguns deles consecutivos – Magda não obteve nenhum registo,
começando misteriosamente a subir no final da década de 60 e atingindo um
máximo 195 registos nos anos de 1976 e 1978, sendo que até 1980 encontrava-se
acima dos 100 registos anuais. Hoje em dia, os números são muito menores, e
somos até capazes de achar que Magda
“já passou à história”, mas gostaria de vos apresentar uma análise comparativa
com foco nos últimos 3 anos em Portugal. Em 2012, Magda foi registado 18 vezes, o mesmo número de registos
verificados para Carmo e Victoria (sem acento), nomes bastante
requisitados entre os portugueses. Em 2013, foi registado 10 vezes, tantas
vezes quanto os nomes Sílvia, Samanta ou India! Por fim, em 2014, Magda
obteve 14 registos, tal como os nomes Antónia,
Luz e Marina! E se atentarmos a esta semelhança de registos podemos
verificar que Magda é tão bem aceite
pelos portugueses quanto outros nomes que tendemos a apreciar, pelo que a sua
baixa frequência não deve ser sinónimo de um nome ultrapassado.
No Brasil, o nome também não é dos mais
apreciados, não constando no Top dos nomes femininos mais utilizados. Por
curiosidade, é um nome de um município do Estado de São Paulo.
Magda
é um nome relativamente utilizado noutros países, como Suécia, Croácia,
Holanda, Alemanha e Noruega, daí que o critério de ser internacional esteja
cumprido. É forte, tem uma sonoridade imponente e praticamente exclusiva no
universo onomástico português e brasileiro. Como referências temos Magda Gabor, socialite norte-americana
dos anos 50, as cantoras de ópera Magda
László e Magda Olivero, várias
atletas e atrizes, mulheres das artes e do desporto! Pessoalmente, não
estranharia ver uma Magda pequenina
e até acho bem mais interessante que as escolhas
recorrentes que já cansam um bocadinho!
Joana
Recharte.
Qual é a vossa opinião sobre este nome que
todos conhecem mas pouco se ouve?
