Do hebraico יוֹנָה (Yonah), que significa pomba, Jonas era o nome do profeta do Antigo Testamento que, ao fugir do Senhor, foi engolido por uma baleia e lá viveu por três dias e três noite até o Senhor o perdoar e o animal o expelir para terra seca. A história é conhecida por grande parte da população e embora a fosse bastante difundida na Era Medieval, o nome em si só começou a ser utilizado em força depois da Reforma Protestante, quando a questão da identidade religiosa começou a ser mais demarcada.
Atentando à forma como soa e ao seu significado, acho Jonas um nome muito querido, muito simpático e juvenil. Um nome masculino que não é muito longo, nem muito curto, que é simples de escrever, de pronunciar e uma alternativa diferente para 2015 e adiante. Acho-o bastante suave, gentil e até mesmo pacífico (talvez pelo seu significado me remeter para a paz e para alguém que procura a paz). A sua versão mais internacional é Jonah que, como se pode ver, a grafia é muito semelhante à portuguesa.
Não é popular nem em Portugal nem no Brasil, e os registos anuais em Portugal têm sido bastante comedidos. Em 2014, foram registados 11 Jonas e os compostos Jonas Augusto, Jonas Manuel, Jonas João, Jonas Mauruanã e Jonas Luca. O meu preferido é mesmo Jonas Augusto, acho que transmite um equilíbrio muito interessante entre um nome jovial (Jonas), ponderado por um mais clássico e igualmente bonito (Augusto).
Jonas é um dos nomes mais populares na Noruega, estando no Top 10 desde 1996 e sendo que em 2006 chegou mesmo a ser o nome mais escolhido para os rapazes noruegueses. É também popular noutros países nórdicos como a Finlândia, Dinamarca e Suécia e em países como a Áustria, Alemanha, Holanda e a Bélgica.
Joana Recharte.
Será que Jonas tem a força para se tornar popular entre nós?
